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Entenda o plano da Fifa que que pode 'vender' parte da Copa do Mundo

A nova empresa, que ficaria encarregada da operação dos principais torneios da Fifa, teria ações negociadas com investidores

Gianni Infantino: segunda a Fifa, a mudança é para ampliar a capacidade de investimento no futebol mundial (Foto: (Foto de Adem ALTAN / AFP via Getty Images)

Gianni Infantino: segunda a Fifa, a mudança é para ampliar a capacidade de investimento no futebol mundial (Foto: (Foto de Adem ALTAN / AFP via Getty Images)

Alan Favaron
Alan Favaron

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Publicado em 29 de julho de 2026 às 19h31.

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A Fifa apresentou o plano para criação da Fifa Forward Enterprise (FFE), uma empresa que será responsável por administrar os direitos comerciais da Copa do Mundo e das principais competições organizadas pela federação, com a intenção de abrir parte de seu capital para investidores privados.

A nova subsidiária terá controle majoritário da própria Fifa e ficará encarregada de centralizar a exploração comercial de torneios como a Copa do Mundo masculina, a Copa do Mundo feminina, a Copa do Mundo de Clubes e competições de categorias de base.

Segundo a entidade, a FFE teria valor estimado em US$ 20 bilhões (cerca de R$ 102,3 bilhões). A proposta prevê a venda de uma participação equivalente a US$ 4,2 bilhões (R$ 21,5 bilhões), garantindo que os investidores privados permaneçam como acionistas minoritários da empresa.

A principal justificativa da Fifa para a mudança é ampliar a capacidade de investimento no futebol mundial. Com os recursos obtidos por meio da venda das ações, a entidade promete aumentar significativamente os repasses destinados às 211 federações nacionais filiadas.

Atualmente, cada associação recebe cerca de R$ 41 milhões por ciclo. Caso o projeto seja aprovado, esse valor poderá subir para R$ 102 milhões até a Copa do Mundo de 2030, aumentar para R$ 112,5 milhões no ciclo seguinte, até 2034, e alcançar R$ 123 milhões até 2038.

Em nota oficial, a Fifa afirmou que a entrada de capital privado permitirá explorar de maneira mais eficiente os direitos de transmissão e os contratos de patrocínio de todo o seu portfólio de competições.

Segundo a entidade, a medida pode ser decisiva para "alcançar todo o potencial dos direitos de transmissão e dos patrocínios da Fifa em todo o seu portfólio de competições de futebol masculino, feminino e de base".

Aprovação depende das federações

De acordo com informações publicadas pelo jornal The Guardian, a proposta só poderá avançar caso a maioria das 211 federações nacionais demonstre interesse em receber o aumento dos repasses financeiros.

A tendência, segundo a publicação, é de aprovação. Muitas associações dependem diretamente dos recursos enviados pela Fifa para manter suas atividades. Neste ano, o presidente Gianni Infantino chegou a afirmar que, sem o apoio financeiro da entidade, "não haveria futebol em 150 países do mundo".

Infantino busca novo mandato

O anúncio do projeto ocorre em um momento importante para Gianni Infantino. O dirigente já confirmou que disputará a reeleição para a presidência da Fifa nas eleições marcadas para março de 2027.

O suíço de 56 anos ocupa o cargo desde 2016, quando assumiu a presidência após a renúncia de Joseph Blatter, envolvido em um escândalo de corrupção. Como completou apenas o restante do mandato do antecessor entre 2016 e 2019, esse período não entrou na contagem do limite de três mandatos previsto pelas regras da entidade.

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