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Fifa abre processo contra Paredes, Molina, Almada, Ayala e Gavi por incidentes na final da Copa

As acusações se baseiam nas regras da Fifa sobre atos de agressão e conduta antidesportiva

Copa do Mundo: Fifa abre processos disciplinares contra cinco envolvidos em confusão na final entre Espanha e Argentina (Paul ELLIS /AFP)

Copa do Mundo: Fifa abre processos disciplinares contra cinco envolvidos em confusão na final entre Espanha e Argentina (Paul ELLIS /AFP)

Naty Falla
Naty Falla

Redatora

Publicado em 29 de julho de 2026 às 17h40.

A Fifa anunciou nesta quarta-feira, 29, a abertura de processos disciplinares contra cinco pessoas envolvidas nos incidentes que marcaram o fim da final da Copa do Mundo, disputada em 19 de julho em East Rutherford, nos Estados Unidos, e vencida pela Espanha por 1 a 0 sobre a Argentina.

Do lado argentino, os processos miram três jogadores e um membro da comissão técnica. Leandro Paredes é quem enfrenta a situação mais delicada, com três denúncias distintas abertas contra ele.

Nahuel Molina e Thiago Almada também respondem a processos, assim como Roberto Ayala, auxiliar da comissão técnica comandada por Lionel Scaloni. Pela Espanha, apenas o meio-campista Gavi foi enquadrado.

As acusações se baseiam nas regras da Fifa sobre atos de agressão e conduta antidesportiva. Segundo o órgão, os cinco já tiveram a chance de apresentar sua versão dos fatos, e o Comitê Disciplinar deve divulgar as decisões nos próximos dias.

Relembre a confusão na Copa do Mundo

A confusão começou logo após o apito final, no momento em que os espanhóis comemoravam a conquista do segundo título mundial do país. O jogo já vinha tenso: durante o tempo normal, Enzo Fernández foi expulso por receber o segundo cartão amarelo nos acréscimos (90'+3), o que forçou a Argentina a disputar a prorrogação com um jogador a menos. O título espanhol saiu no minuto 106, com gol de Ferran Torres.

AFA na mira

Além dos processos individuais, a própria Associação de Futebol Argentino (AFA) também pode ser penalizada. A entidade é investigada por possível uso de um evento esportivo para fins não esportivos, além de eventuais falhas relacionadas à ordem e à segurança da partida, o que inclui a exibição de mensagens consideradas inadequadas por parte de equipe e torcida.

O caso se soma a outra investigação aberta pela Fifa em 16 de julho, depois que jogadores argentinos ergueram uma faixa reivindicando a soberania sobre as Ilhas Malvinas logo após a vitória sobre a Inglaterra na semifinal.

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