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Confira a trajetória de cada semifinalista até aqui na Copa do Mundo de 2026

Como França, Espanha, Argentina e Inglaterra chegaram às semifinais que serão disputadas nesta terça, 14, e quarta-feira, 15

Trajetória das semifinalistas: como cada semifinalista chegou à reta decisiva da Copa do Mundo (FRANCK FIFE / AFP)

Trajetória das semifinalistas: como cada semifinalista chegou à reta decisiva da Copa do Mundo (FRANCK FIFE / AFP)

Publicado em 12 de julho de 2026 às 13h11.

A Copa do Mundo de 2026 chegou à reta decisiva com quatro das maiores potências do futebol mundial ainda na disputa pelo título. França, Espanha, Inglaterra e Argentina garantiram vaga nas semifinais após campanhas marcadas por atuações dominantes, confrontos equilibrados e estrelas decisivas.

Pela primeira vez na história dos Mundiais, as quatro seleções mais bem colocadas no ranking da Fifa avançaram juntas às semifinais. Agora, França e Espanha se enfrentam na terça-feira, 14, às 16h (de Brasília), enquanto Inglaterra e Argentina duelam na quarta-feira, 15, no mesmo horário.

A final será disputada no domingo, 19, no MetLife Stadium, em East Rutherford.

França: campanha dominante e Mbappé decisivo

A França chega à semifinal com seis vitórias em seis jogos e confirmando o favoritismo desde a estreia.A seleção venceu os seis jogos que disputou até agora e terminou a fase de grupos na liderança do Grupo I, após derrotar Senegal (3 a 1), Iraque (3 a 0) e Noruega (4 a 1).

A estreia teve um significado especial para os franceses. Diante do Senegal, a equipe deixou para trás a lembrança da derrota para o mesmo adversário na abertura da Copa de 2002. Com dois gols de Kylian Mbappé e um de Bradley Barcola, iniciou a competição mostrando força ofensiva.

Na rodada seguinte, voltou a vencer com autoridade ao fazer 3 a 0 sobre o Iraque em uma partida interrompida por quase duas horas por causa de uma tempestade. No encerramento da fase de grupos, confirmou a liderança da chave ao derrotar a Noruega por 4 a 1, em atuação de destaque de Ousmane Dembélé, autor de um hat-trick.

No mata-mata, os franceses mantiveram o alto nível. Nos 16 avos de final, eliminaram a Suécia por 3 a 0, com dois gols de Mbappé e um de Barcola. Nas oitavas, encontraram mais resistência diante do Paraguai e venceram por 1 a 0, graças a um pênalti convertido por Mbappé na segunda etapa. Já nas quartas de final, confirmaram a vaga entre os quatro melhores ao derrotar o Marrocos por 2 a 0, com gols de Mbappé e Dembélé.

Além da campanha invicta, a França chega embalada pelo excelente momento de seus principais jogadores. Mbappé lidera ofensivamente a equipe e segue ampliando sua marca entre os maiores artilheiros da história das Copas, enquanto Dembélé também se consolidou como uma das principais armas da seleção ao longo do torneio.

Espanha supera tropeço inicial e cresce no mata-mata

A Espanha teve uma das trajetórias mais curiosas entre os semifinalistas. A equipe começou a Copa decepcionando ao empatar por 0 a 0 com Cabo Verde, em um resultado considerado uma das maiores zebras da fase de grupos. Apesar das 27 finalizações, os espanhóis não conseguiram superar o goleiro Vozinha.

A reação veio rapidamente. Na segunda rodada, a equipe goleou a Arábia Saudita por 4 a 0, com gols de Lamine Yamal, Mikel Oyarzabal, duas vezes, e um gol contra de Al-Tambakti. Depois, venceu a Áustria por 3 a 0, novamente com grande atuação de Oyarzabal, que marcou duas vezes, além de Pedro Porro.

A classificação para o mata-mata marcou também o fim de um longo jejum da seleção em confrontos eliminatórios de Copa do Mundo. Nos 16 avos de final, a Espanha derrotou a Áustria por 3 a 0 e voltou a vencer uma partida eliminatória em Mundiais pela primeira vez desde a final da Copa de 2010.

Nas oitavas de final, a equipe protagonizou um dos momentos mais marcantes do torneio ao eliminar Portugal por 1 a 0 com um gol de Mikel Merino nos acréscimos. A vitória também representou a despedida de Cristiano Ronaldo das Copas do Mundo.

Já nas quartas, a Espanha venceu a Bélgica por 2 a 1. Fabián Ruiz abriu o placar, De Ketelaere empatou, mas Merino voltou a decidir e garantiu a classificação para enfrentar a França.

Argentina: atual campeã supera desafios no mata-mata

A atual campeã mundial, a Argentina chega às semifinais após uma campanha marcada pelo protagonismo de Lionel Messi e por confrontos cada vez mais equilibrados à medida que o torneio avançou.

Na fase de grupos, os argentinos conquistaram 100% de aproveitamento. A estreia foi uma vitória por 3 a 0 sobre a Argélia, com um hat-trick de Messi. Depois, venceram a Áustria por 2 a 0, resultado que garantiu a classificação antecipada e colocou o camisa 10 como maior artilheiro da história das Copas do Mundo.

O fechamento da primeira fase veio com um triunfo por 3 a 1 sobre a Jordânia.

O primeiro grande susto aconteceu nos 16 avos de final. A Argentina precisou disputar a prorrogação para eliminar Cabo Verde por 3 a 2. Messi abriu o placar, mas os africanos buscaram o empate duas vezes. A classificação só foi confirmada no tempo extra com um gol de Cristian Romero.

Nas oitavas de final, a equipe viveu outro jogo dramático diante do Egito. Depois de sair perdendo por 2 a 0, buscou uma virada histórica por 3 a 2, com gols de Cristian Romero, Messi e Enzo Fernández.

As quartas de final também exigiram esforço máximo. A Argentina empatou com a Suíça no tempo normal e voltou a decidir a classificação na prorrogação. Julián Álvarez e Lautaro Martínez marcaram os gols da vitória por 3 a 1, garantindo a equipe de Lionel Scaloni entre os quatro melhores do Mundial.

Além da vaga na semifinal, Messi chega em grande fase, liderando a campanha argentina e ampliando seus recordes como maior artilheiro da história das Copas.

Inglaterra combina consistência e poder de reação

A Inglaterra também chega invicta às semifinais, embora tenha encontrado mais dificuldades ao longo do caminho. A equipe iniciou a campanha vencendo a Croácia por 4 a 2 em um dos jogos mais movimentados da fase de grupos, com dois gols de Harry Kane, além de tentos de Jude Bellingham e Marcus Rashford.

Na segunda rodada, os ingleses encontraram dificuldades diante da forte marcação de Gana e ficaram no empate sem gols. A classificação foi confirmada na última rodada com uma vitória por 2 a 0 sobre o Panamá, construída apenas na etapa final com gols de Bellingham e Kane.

No mata-mata, a Inglaterra precisou mostrar capacidade de reação. Nos 16 avos de final, saiu atrás da República Democrática do Congo, mas virou para 2 a 1 graças aos dois gols de Harry Kane na segunda etapa.

Nas oitavas, derrotou o México por 3 a 2 em um confronto movimentado, mesmo atuando parte do segundo tempo com um jogador a menos após a expulsão de Jarell Quansah. Bellingham marcou duas vezes, enquanto Kane completou o placar.

Já nas quartas de final, os ingleses superaram a Noruega por 2 a 1 na prorrogação. Depois de um empate por 1 a 1 no tempo regulamentar, Jude Bellingham voltou a aparecer em um momento decisivo e marcou o gol que colocou a Inglaterra entre os quatro melhores da competição.

Semifinais começam na terça-feira

Com as campanhas definidas, França e Espanha abrem as semifinais da Copa do Mundo na terça-feira, 14, às 16h (horário de Brasília). Um dia depois, no mesmo horário, Inglaterra e Argentina disputam a segunda vaga na decisão.

Os vencedores avançam para a grande final, marcada para domingo, 19, às 16h, no MetLife Stadium, em East Rutherford.

Já os derrotados disputarão o terceiro lugar no sábado, 18, às 18h, encerrando a primeira Copa do Mundo disputada com 48 seleções.

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