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Comitê Olímpico proíbe mulheres trans de competir em categorias femininas

Nova regra exige teste genético e limita participação a mulheres biológicas a partir das Olimpíadas de 2028, em alinhamento com decreto de Trump

Comitê Olímpico Internacional: decisão passa a valer a partir dos Jogos de Los Angeles, em 2028 (Sarah Stier/Getty Images)

Comitê Olímpico Internacional: decisão passa a valer a partir dos Jogos de Los Angeles, em 2028 (Sarah Stier/Getty Images)

Publicado em 26 de março de 2026 às 11h42.

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O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou nesta quinta-feira, 26, uma nova política que proíbe a participação de mulheres trans em competições femininas nos Jogos Olímpicos.

A decisão passa a valer a partir dos Jogos de Los Angeles, em 2028, e estabelece que a elegibilidade para categorias femininas será restrita a “mulheres biológicas”, com base em um teste genético obrigatório realizado pelo atleta.

Segundo o COI, a medida busca “proteger a equidade, a segurança e a integridade” das competições femininas. A entidade afirmou que a nova política não terá efeito retroativo e não se aplica a programas esportivos recreativos.

A mudança ocorre em alinhamento com um decreto assinado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que trata da participação de atletas trans em competições esportivas. A ordem também prevê restrições a vistos e financiamento para organizações que permitirem a inclusão de atletas trans em categorias femininas.

O COI publicou um documento de 10 páginas com os detalhes da nova regra após reunião de seu conselho executivo. A política também impõe restrições a atletas com diferenças no desenvolvimento sexual (DSD), como a corredora sul-africana Caster Semenya.

Novas regras do COI

A presidente do COI, Kirsty Coventry, defendeu a adoção de uma regra única para os Jogos Olímpicos, em substituição ao modelo anterior, no qual federações esportivas definiam seus próprios critérios.

A entidade afirma que estudos indicam que pessoas designadas do sexo masculino no nascimento mantêm vantagens físicas em modalidades que exigem força, potência ou resistência, mesmo após transição de gênero.

O teste genético adotado verifica a presença do gene SRY, associado ao desenvolvimento masculino. De acordo com o COI, esse método foi considerado o mais preciso e menos invasivo disponível atualmente.

Ainda não há clareza sobre quantas atletas trans competem em nível olímpico. Nenhuma mulher trans participou dos Jogos de Paris, em 2024. Nos Jogos de Tóquio, em 2021, a halterofilista Laurel Hubbard, da Nova Zelândia, competiu, mas não conquistou medalha.

 

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