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Às vésperas da eleição na Hungria, Trump reforça apoio a Orbán e promete ajuda econômica dos EUA

Declaração ocorre em meio ao processo eleitoral húngaro, que passa por uma disputa acirrada e atenção internacional

Donald Trump: presidente dos Estados Unidos em encontro com  ( Fabrice COFFRINI / AFP/Getty Images)

Donald Trump: presidente dos Estados Unidos em encontro com ( Fabrice COFFRINI / AFP/Getty Images)

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 10 de abril de 2026 às 20h05.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta sexta-feira, 10, que pretende "fortalecer a economia da Hungria" caso o primeiro-ministro Viktor Orbán vença a disputa pela reeleição. A votação está marcada para o próximo domingo, 12.

A declaração do republicano foi feita na rede social Truth Social e ocorre em meio ao processo eleitoral húngaro, que passa por uma disputa acirrada e atenção internacional.

"Meu governo está pronto para usar todo o poderio econômico dos EUA para fortalecer a economia da Hungria, como fizemos para nossos aliados no passado, se [Orbán] e o povo húngaro precisarem. Estamos ansiosos para investir na prosperidade futura gerada pela liderança contínua de Orbán!", escreveu Donald Trump na postagem.

Por que as eleições na Hungria atraem a atenção dos EUA?

 

A agenda recente de autoridades dos Estados Unidos inclui visitas ao país europeu. O vice-presidente J. D. Vance esteve na Hungria nesta semana e transmitiu mensagem direta de Trump ao premiê: "O presidente ama você". O secretário de Estado, Marco Rubio, também participou de compromissos no país. Em publicação anterior, Trump escreveu: "SAIAM E VOTEM EM VIKTOR ORBÁN".

Eleições na Hungria

No domingo, cerca de 8,1 milhões de eleitores húngaros irão às urnas para decidir a continuidade do atual governo após mais de uma década e meia de gestão.

Há 16 anos no cargo, ele figura como o dirigente com maior tempo à frente de um governo na União Europeia e, segundo levantamentos, aparece em desvantagem frente ao adversário Péter Magyar.

O governo brasileiro acompanha o processo como referência para avaliar possíveis impactos externos em eleições nacionais. Integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva monitoram o pleito como parâmetro para analisar estratégias internacionais em disputas eleitorais.

A eleição húngara integra um conjunto de votações observadas por autoridades brasileiras, junto aos pleitos na Colômbia, marcado para 31 de maio, e no Peru, previsto para o mesmo domingo.

Investigações apontam também a atuação de serviços de inteligência russos em apoio à recondução de Orbán. A proximidade do premiê com o presidente Vladimir Putin tem gerado reações dentro da União Europeia.

Pressão europeia

Desde o início da guerra na Ucrânia, em 2022, classificada como ameaça estratégica por países do bloco europeu, decisões do governo húngaro têm sido alvo de críticas. Vetos de Orbán a medidas de apoio a Kiev ampliaram a relevância da atual eleição para instituições europeias.

Em um comunicado enviado à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, parlamentares destacaram riscos de interferência externa no processo eleitoral húngaro.

Relatos indicam o uso de estratégias classificadas como ações híbridas, que incluem disseminação de conteúdo por canais digitais e uso de ferramentas de inteligência artificial. Segundo o jornal The Washington Post, assessores ligados ao governo russo teriam sugerido medidas de impacto, incluindo simulações de ataques, como forma de alterar o cenário eleitoral.

Outro episódio citado envolve a descoberta de explosivos em um gasoduto na Sérvia, interpretada por autoridades como possível ação coordenada. A campanha de Orbán tem explorado o tema ao associar riscos energéticos a atores externos, como Ucrânia e União Europeia.

A narrativa eleitoral também mobiliza pautas de soberania nacional e segurança energética, em meio ao contexto geopolítico da região.

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