Ancelotti: Treinador tentará corrigir os erros e levar o Brasil rumo ao sexto título da história (Pilar Olivares/Reuters)
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Publicado em 28 de abril de 2026 às 06h03.
Última atualização em 28 de abril de 2026 às 06h07.
A seleção brasileira não chega a uma final de Copa do Mundo desde o penta, em 2002. Em quatro dos últimos cinco mundiais, a seleção foi eliminada nas quartas de final (2006, 2010, 2018 e 2022). Apenas em 2014 o Brasil chegou à semifinal, mas foi quando sofreu o histórico 7 a 1 para a Alemanha.
Cada eliminação, embora dolorida, deixou reflexões e mudanças para a Seleção, que podem servir de alerta para a Copa do Mundo de 2026, nos Estados Unidos, México e Canadá.
Em 2006, após a eliminação para a França, a seleção tirou como lição ter mais foco. Naquele ano, uma enorme expectativa foi colocada em torno de Ronaldinho, Ronaldo, Kaká e Adriano. No entanto, o Brasil não correspondeu e acabou caindo nas quartas de final - mesmo sendo uma das favoritas para o título.
Além disso, jovens que estavam brilhando na época, como Cicinho, Robinho e Juninho Pernambucano, tiveram poucas oportunidades.
A preparação da Seleção nos meses prévios ao Mundial também foi destaque, mas negativo. Uma grande festa foi feita para a equipe, com a presença de intérprete de escola de samba, passistas e torcedores eufóricos.
Anos depois, Zé Roberto, camisa 11 da equipe, revelou os problemas enfrentados.
“Quando chegamos para a concentração, desde o primeiro jogo até quando nós saímos de lá, era só festa, diversão e entretenimento. Isso é uma presa fácil para tirar a concentração em uma competição tão importante”, lembrou Zé em entrevista à Onefootball.
No duelo da eliminação, poder ofensivo brasileiro foi neutralizado pela forte organização tática francesa. A equipe mostrou pouca intensidade na marcação, além de setores distantes em campo. O gol de Henry ficará lembrado pela ajeitada de meião de Roberto Carlos.
Já em 2010, outra vez a seleção chegou confiante. Dunga havia ganhado praticamente tudo o que tinha disputado durante o ciclo, mas acabou fracassando no Mundial.
O treinador optou por não levar nomes como Ronaldinho Gaúcho e Adriano, assim como Neymar e Paulo Henrique Ganso, jovens que na época brilhavam pelo Santos. O técnico levou seus homens de confiança, sem abrir o leque para novos nomes.
No fatídico jogo contra a Holanda, após sair na frente, o Brasil perdeu o equilíbrio emocional e técnico depois do empate adversário. A expulsão de Felipe Melo, já na etapa final, agravou o cenário e culminou na derrota por 2 a 1.
Em 2014, a Copa do Mundo era em casa. O técnico Felipão chegava pressionado para a conquista em seu próprio território. Neymar chegava como craque consolidado no auge de seus 22 anos. No entanto, desde o início a seleção demonstrou fragilidade emocional.
Após a disputa de pênaltis contra o Chile, nas oitavas de final, Thiago Silva caiu no choro. Nas quartas, Neymar sofreu uma grave lesão e foi cortado do Mundial. Na fase seguinte, abalados pela ausência do craque e perdidos dentro de campo, a seleção sofreu o fatídico 7 a 1, sendo eliminada em uma partida histórica.
Em 2018, o Brasil chegou à Rússia com muitas lesões. Neymar recém-havia passado por uma operação no quinto metatarso, Daniel Alves sequer foi convocado por lesão, e Fred e Renato Augusto, embora convocados, também estavam lesionados.
A seleção foi eliminada pela Bélgica, nas quartas de final, devido à superioridade estratégica da equipe adversária, e, sem conseguir ajustar a marcação para conter os contra-ataques articulados pelo meio-campo rival, caiu por 2 a 1.
Em 2022, a seleção brasileira parecia favorita contra a Croácia nas quartas de final, mas uma falha coletiva acabou com o sonho do hexa.
A equipe ganhava por 1 a 0 e o jogo já se encaminhava para o fim, mas, a poucos minutos antes do fim da prorrogação, a seleção acabou levando o gol de empate após falha defensiva. Nos pênaltis, acabou superada e deu adeus a mais um mundial.