Michael Schumacher: Em toda sua carreira, o ex-piloto venceu 91 Grandes Prêmios de F-1 (Clive Rose/Getty Images)
Repórter
Publicado em 29 de maio de 2026 às 14h32.
Última atualização em 29 de maio de 2026 às 14h47.
Mais de 12 anos após o acidente de esqui de Michael Schumacher nos Alpes Franceses, ocorrido em 29 de dezembro de 2013, um dos socorristas que participou do atendimento quebrou o silêncio. Em entrevista ao jornal francês L’Équipe, o piloto de helicóptero Yannick Dainese relatou, pela primeira vez, os bastidores e a pressão em torno do resgate do heptacampeão de Fórmula 1.
Na época, Dainese trabalhava para a empresa SAF Hélicoptères, especializada em emergências médicas em áreas montanhosas. Segundo o profissional, a gravidade e o impacto do caso foram sinalizados pela chefia antes mesmo da decolagem.
O supervisor da equipe informou a identidade da vítima e ordenou que todos os dispositivos de gravação, como microfones e câmeras, fossem guardados. Paralelamente, a área do acidente foi isolada para evitar o vazamento de imagens.
"Inconscientemente, claro, a pressão estava lá, porque, embora eu não fosse fã de Fórmula 1, sabia que as pessoas o veneravam", afirmou Dainese ao L’Équipe.
Dainese foi o responsável por pilotar a aeronave que transportou Schumacher até o Hospital Universitário de Grenoble. O trajeto durou cerca de 25 minutos, e uma equipe médica já aguardava o ex-piloto na chegada.
O socorrista afirmou que só compreendeu a real dimensão do acontecimento dias depois, quando retornou ao mesmo hospital para atender outra ocorrência.
"O que vi me chocou: havia tantos ônibus, bandeiras vermelhas e pessoas por toda parte que o terreno do hospital havia se transformado em um circuito de Fórmula 1. Era inacreditável", relembrou ao jornal francês.
Ao ser questionado sobre o motivo de ter permanecido em silêncio por mais de uma década, Dainese explicou que a decisão foi tomada para resguardar sua própria segurança jurídica e evitar a exposição midiática. "Não quis falar com a imprensa para evitar problemas. Além disso, não tenho os mesmos advogados da família Schumacher!", justificou o piloto.
O que se sabe sobre o estado de saúde de Schumacher, 13 anos após o acidente
Um dos grandes mistérios do mundo do esporte envolve Michael Schumacher, ex-piloto alemão que não é visto em público desde o grave acidente de esqui nos Alpes franceses, em dezembro de 2013, que resultou em uma severa lesão na cabeça, causada por uma pedra.
Após o incidente, Schumacher ficou em estado crítico e foi colocado em coma induzido. Desde então, informações sobre sua saúde têm sido mantidas em sigilo absoluto pela família, com raras atualizações oficiais ao longo dos últimos 12 anos.
Recentemente, o tema voltou ao debate com declarações de pessoas próximas ao ex-piloto. Em entrevista ao jornal italiano Corriere della Sera, o ex-chefe de Schumacher na Fórmula 1, Flavio Briatore, afirmou:
“Se eu fecho os olhos, vejo o Michael sorrindo após uma vitória. Prefiro me lembrar dele assim, ao invés de vê-lo apenas deitado na cama”.
Briatore, atualmente consultor da Alpine, afirmou manter contato com a esposa de Schumacher, Corinna, mas não vê o ex-piloto pessoalmente desde o acidente.