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Árbitro tem entrada nos EUA negada e fica fora da Copa do Mundo 2026

Omar Abdulkadir Artan, eleito melhor árbitro africano de 2025, foi considerado inadmissível pelas autoridades americanas

Arbitro somali ficou fora da Copa de 2026 após ter a entrada negada pelos Estados Unidos. (Foto: IA)

Arbitro somali ficou fora da Copa de 2026 após ter a entrada negada pelos Estados Unidos. (Foto: IA)

Publicado em 9 de junho de 2026 às 08h00.

O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, um dos 52 selecionados para trabalhar na Copa do Mundo de 2026, foi retirado da competição após ter a entrada nos Estados Unidos negada pelas autoridades americanas.

A decisão impede que ele participe dos treinamentos e atue em partidas do torneio, que começa nesta quinta-feira, 11.

A informação foi confirmada pela Fifa na segunda-feira, 8. Segundo a entidade, a concessão de vistos e autorizações de entrada é uma prerrogativa exclusiva do governo dos Estados Unidos, e não há expectativa de mudança na situação do árbitro.

Artan, de 34 anos, seria o primeiro somali a arbitrar uma Copa do Mundo. Ele possui status Fifa desde 2018 e foi eleito melhor árbitro africano de 2025 pela Confederação Africana de Futebol (CAF).

De acordo com a agência de proteção de fronteiras dos Estados Unidos (CBP), Artan desembarcou em Miami na última sexta-feira, vindo de Istambul, e foi submetido a uma inspeção adicional.

Após a análise, o árbitro foi considerado inadmissível por questões relacionadas à verificação de antecedentes e teve a entrada negada no país.

A Somália está entre os países afetados por restrições migratórias adotadas pelo governo do presidente Donald Trump. Nos últimos meses, a Casa Branca endureceu o controle sobre a entrada de cidadãos de diversas nações consideradas de alto risco para segurança nacional.

Fifa lamenta, mas afirma não ter poder sobre decisão

Em nota, a Fifa informou que foi comunicada pelas autoridades americanas de que o caso não será revertido no curto prazo.

“A Fifa pode confirmar que o árbitro Omar Abdulkadir Artan não poderá treinar nem arbitrar na Copa do Mundo da Fifa 2026 depois que lhe foi negada a entrada nos Estados Unidos”, declarou a entidade.

A organização acrescentou que não participa dos processos migratórios dos países-sede e não tem competência para influenciar decisões relacionadas a vistos ou admissões no território americano.

Apesar da exclusão do Mundial, Artan afirmou que segue concentrado na carreira.

“Apesar das circunstâncias, estou de bom humor e concentrado nos próximos desafios da minha carreira como árbitro”, disse em comunicado enviado à AFP.

Ele também agradeceu o apoio recebido da Fifa, da CAF e da comunidade do futebol, além de desejar sucesso aos colegas escalados para a competição.

Governo da Somália critica medida

A decisão gerou reação do governo somali. Ciise Aden Abshir, assessor do Ministério da Juventude e dos Esportes do país, afirmou que Artan possuía visto válido e classificou a medida como prejudicial aos valores do esporte.

“Omar Abdulkadir Artan figura entre os árbitros mais respeitados da África. Negar-lhe a entrada nos Estados Unidos e impedi-lo de arbitrar uma Copa do Mundo prejudica não apenas sua pessoa, mas também enfraquece o compromisso do futebol com a equidade, o mérito e o espírito de fair play”, declarou.

*Com AFP

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