Fórmula 1: novo combustível pode custar R$2500 (JOHN THYS / AFP)
Colaborador
Publicado em 22 de julho de 2026 às 19h20.
Última atualização em 23 de julho de 2026 às 06h39.
A temporada 2026 da Fórmula 1 marcou uma mudança histórica no automobilismo. A categoria aboliu o uso de derivados de petróleo para adotar uma gasolina sintética 100% renovável em todos os 22 carros do grid.
O plano da categoria para zerar as emissões líquidas de carbono até 2030, mas trouxe um impacto significativo nos custos das equipes. A nova gasolina é produzida de forma sintética em laboratório a partir da captura de carbono, resíduos urbanos e biomassa que não é destinada à alimentação.
Além de garantir uma queima mais limpa, o combustível contribui para a redução de até 60% das emissões de gases de efeito estufa dos monopostos em comparação com as temporadas anteriores. No entanto, a inovação tem um preço elevado.
Segundo levantamento da revista Quatro Rodas, cada litro da gasolina sintética custa entre R$ 900 e R$ 2.500, dependendo do fornecedor escolhido por cada equipe. Como os carros da Fórmula 1 utilizam tanques com capacidade para 100 litros, quantidade suficiente para completar uma corrida sem reabastecimento, abastecer um único tanque pode custar mais de R$ 250 mil.
Além disso, cada equipe tem dois carros no grid, assim, o gasto apenas com combustível pode chegar por volta de R$ 500 mil por etapa. Quando o cálculo é ampliado para todo o grid, os valores impressionam ainda mais.
O abastecimento dos 22 carros em um único GP tem custo estimado em aproximadamente R$ 3,4 milhões. Ao longo de uma temporada com 24 corridas, as despesas das equipes apenas com a gasolina sintética podem superar R$ 83,4 milhões.