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PT lança campanha contra tarifaço e associa família Bolsonaro às sanções

Partido afirma que medidas dos EUA foram incentivadas pela família Bolsonaro e aposta na defesa da soberania nacional em ofensiva política contra o pré-candidato do PL

Campanha petista: segundo o anúncio do PT, a mobilização será voltada à defesa da soberania nacional, dos empregos, da economia brasileira e da autonomia do país diante do cenário internacional (PT / Divulgação)

Campanha petista: segundo o anúncio do PT, a mobilização será voltada à defesa da soberania nacional, dos empregos, da economia brasileira e da autonomia do país diante do cenário internacional (PT / Divulgação)

Paloma Lazzaro
Paloma Lazzaro

Estagiária de jornalismo

Publicado em 22 de julho de 2026 às 19h12.

O Partido dos Trabalhadores (PT) lançou nesta quarta-feira, 22, a campanha "O Brasil Não Se Entrega" em reação às tarifas adicionais de 25% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, que entram em vigor no mesmo dia. No anúncio da campanha, o partido afirma que os EUA adotaram a medida "incentivados pela família Bolsonaro", que está "disposta a colocar os interesses políticos e pessoais" acima do Brasil.

Com a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no horizonte, a ação petista liga a imagem do pré-candidato à presidência e senador Flávio Bolsonaro (PL) ao tarifaço norte-americano.

Segundo o anúncio do PT, a mobilização será voltada à defesa da soberania nacional, dos empregos, da economia brasileira e da autonomia do país diante do cenário internacional.

Nas próximas semanas, a legenda pretende divulgar vídeos, peças gráficas e ações de comunicação explicando como a defesa da soberania estaria ligada ao cotidiano da população. A campanha também contará com a atuação da rede Porta-Vozes do Lula para ampliar o alcance da mensagem.

Pix, terras raras e minerais críticos

Entre os principais temas da ofensiva estão a defesa do Pix, descrito pelo partido como um sistema público, gratuito e eficiente criado pelo Banco Central, além da proteção da indústria nacional, do comércio e dos setores afetados pelas tarifas americanas.

Outro eixo será a preservação das terras raras e de outros minerais considerados estratégicos, que, segundo o PT, devem ser utilizados para o desenvolvimento nacional, geração de empregos, inovação tecnológica e fortalecimento da indústria brasileira.

O partido também afirma que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conduz a defesa da soberania nacional por meio do diálogo internacional, da proteção aos investimentos e da preservação da capacidade do Brasil de tomar suas próprias decisões.

Estratégia mira Flávio Bolsonaro

O lançamento da campanha ocorre poucos dias após uma pesquisa Genial/Quaest indicar que a maioria dos brasileiros atribui responsabilidade a Flávio Bolsonaro pela crise comercial entre Brasil e Estados Unidos.

Segundo o levantamento, realizado entre os dias 10 e 13 de julho, antes da confirmação oficial das tarifas de 25%, 51% dos entrevistados concordam com a versão apresentada por Lula, de que Flávio Bolsonaro teria pedido sanções ao Brasil junto ao governo americano. Outros 30% concordam com o senador, que atribui a medida às declarações do presidente brasileiro sobre os Estados Unidos.

A pesquisa também mostrou que 49% concordam com a avaliação de Lula de que as tarifas representam uma retaliação ao Pix, enquanto 33% endossam a versão de Flávio Bolsonaro de que a medida decorre das declarações do presidente brasileiro contra os Estados Unidos.

Outro dado do levantamento aponta que 63% dos brasileiros acreditam que o tarifaço prejudicará sua vida ou a de sua família.

Nas últimas semanas, governistas passaram a associar os Bolsonaro ao aumento das tarifas e a classificá-los como "entreguistas". Já aliados do PL sustentam que o governo Lula teria provocado o desgaste diplomático com Washington e não conseguiu evitar a imposição das sanções comerciais.

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