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Conta conjunta: como funciona, prós e contras

Produto financeiro é uma ótima pedida para pessoas com objetivos e gastos comuns, mas pode oferecer riscos dependendo da modalidade contratada

 (SOPA Images/Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 12 de janeiro de 2023, 07h30.

Última atualização em 12 de janeiro de 2023, 09h49.

Você já viu algo do tipo em algum filme ou seriado: mulher descobre que o marido está pulando a cerca ao checar o extrato da conta conjunta do casal. É a única explicação possível para as movimentações financeiras suspeitíssimas com as quais ela se depara. Outra reviravolta que os roteiristas adoram: ao consultar o saldo da conta dele e da mulher, o sujeito descobre que acordou solteiro e na pindaíba – ela fugiu com todas as economias do casal na companhia do amante.

Situações do tipo, comuns na ficção, também se repetem no mundo real e por culpa das contas conjuntas. Só que elas também oferecem vantagens. São ótimas, afinal, para dividir ganhos e despesas de maneira prática. Há casais que abrem uma conta do tipo, por exemplo, só para pagar contas comuns, como água, internet, energia elétrica, Netflix e a mensalidade da escola dos filhos. Cada um deposita o mesmo tanto por mês e o dinheiro vai sendo gasto conforme as despesas comuns aparecem. 

O que é conta conjunta?

Existem dois tipos de contas conjuntas: a solidária é aquela na qual qualquer um dos titulares pode fazer movimentações livremente – e sem consultar os demais. Por conta própria, todos podem utilizar cartões de crédito ou débito, efetuar saques, realizar transferências e até contratar empréstimos. 

Sim, é o tipo de conta conjunta que permite as falcatruas dos filmes. Em caso de emergências, porém, ela se mostra mais favorável, pois permite que um dos titulares faça gastos inesperados que não podem ser adiados – um reparo urgente na casa, por exemplo. Também garante que um dos titulares não ficará desassistido caso os demais tenham algum problema de saúde, por exemplo.   

No caso da conta conjunta não-solidária, tudo depende da aprovação de todos os titulares. Para sacar dinheiro ou transferir quantias, por exemplo, todos os envolvidos precisam autorizar via assinatura física ou digital. Para qualquer tipo de conta conjunta, seja corrente ou poupança, não há limite de titulares, mas cada instituição financeira, no entanto, define o número máximo de participantes.

Quem pode abrir uma conta conjunta? 

Diferentemente do que muita gente imagina, não são só casais com registro em cartório ou união estável. 

Para encurtar, qualquer pessoa com mais de 18 anos pode solicitar esse tipo de produto. Amigos que moram juntos, por exemplo. Namorados. Familiares próximos, como pais, filhos e irmãos. Primos e tios. Amigos, sócios e outras pessoas sem grau de parentesco. Menores de idade podem ser titulares de contas conjuntas desde que com o acompanhamento de pai, mãe ou responsável legal. 

Como funciona a conta conjunta?

De acordo com o Banco Pan, existem vantagens e desvantagens no compartilhamento da conta corrente. “Tudo depende dos objetivos conjuntos e individuais de cada pessoa e, principalmente, de muita conversa”, recomenda a instituição em seu blog sobre educação financeira. “Sem estabelecer regras, sem combinados e sem diálogo, a conta conjunta pode virar um problema que vai pesar no bolso de todo mundo. A depender do que for decidido, abrir uma conta individual pode ser melhor”

Outra vantagem e tanto das contas conjuntas é facilitar o acúmulo de dinheiro para objetivos comuns – pode ser a reforma da casa, a faculdade dos filhos ou aquela viagem dos sonhos. Basta que todos os titulares depositem a mesma quantia, previamente estipulada, a cada mês – dá para programar transferências automáticas para isso. 

Como todo mundo pode acompanhar todas as movimentações com poucos cliques, fica fácil saber se alguém não depositou o valor combinado ou mexeu no que não devia. No caso de contas não-solidárias, um dos titulares pode restringir operações que não foram acordadas.