Oito bancos já aderiram formalmente ao Novo Desenrola, programa do governo federal para o refinanciamento de dívidas, e que oferece descontos e reduções de juros a pessoas com renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105).
De acordo com o Ministério da Fazenda, além do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, ambos públicos, já participam do programa os maiores bancos privados do país. Mais instituições financeiras poderão aderir ao programa, que prevê um prazo de 90 dias para a renegociação dos débitos, contados a partir do dia 5 de maio.
As instituições financeiras privadas já cadastradas no Novo Desenrola são Itaú, Bradesco, Santander, Nubank, PicPay e Inter.
Regras do programa
O Novo Desenrola é a segunda versão do programa de renegociação de dívidas criado pelo governo federal para pessoas físicas, micro e pequenas empresas. A iniciativa prevê descontos que podem chegar a 90% do valor devido, além da possibilidade de usar até 20% do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para o pagamento dos débitos.
Na modalidade voltada a pessoas físicas, podem ser renegociadas dívidas relativas a cheque especial, cartão de crédito e empréstimo pessoal não consignado com mais de 90 dias e menos de dois anos de atraso.
Nesta fase, o programa é voltado a pessoas com renda mensal de até cinco salários mínimos, o equivalente a R$ 8.105, e também a pequenos negócios com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões. As negociações são feitas pelos bancos e seguem uma lógica de desconto mínimo das dívidas a depender da modalidade do crédito e do tempo em atraso. Há um limite das dívidas após descontos que são passíveis de negociação pelo Desenrola Famílias, de R$ 15 mil por CPF.
Os valores restantes, após os descontos do programa, podem ser refinanciados com juro de no máximo 1,99% ao mês e prazo de quatro anos para quitação das dívidas.
Além dos bancos já cadastrados, outras instituições financeiras ainda poderão aderir ao programa ao longo das próximas semanas.