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As estratégias de 5 segmentos para lucrar com a Copa

De coleções-cápsula a ativações financeiras, veja como empresas adaptam seus portfólios para gerar engajamento e maximizar as vendas durante o campeonato mundial 

Entenda as apostas de diferentes segmentos (rocharibeiro/Shutterstock)

Entenda as apostas de diferentes segmentos (rocharibeiro/Shutterstock)

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Publicado em 10 de junho de 2026 às 07h00.

A Copa do Mundo 2026 começa no dia 11 de junho, amanhã. Para acompanhá-la, o mercado corporativo passa por uma reconfiguração em suas estratégias de marketing e vendas. 

Diversas companhias já estão lançando ações promocionais, experiências integradas e edições temáticas para aquecer a temporada e maximizar os resultados ou expandir sua presença de marca.

Longe de ser um período restrito apenas aos parceiros oficiais, o torneio se consolidou como uma alavanca transversal de negócios. O desafio estratégico reside em elevar o faturamento inserindo o portfólio diretamente nas conversas de confraternização dos consumidores.

Exploramos 5 exemplos em diferentes setores que mostram como a tarefa pode e está sendo executada.

Varejo estratégico em ‘segunda black friday’

No setor de eletroeletrônicos, os jogos movimentam o varejo como uma "segunda Black Friday". A Casas Bahia estruturou a campanha “Ganhou, é Pix”:

  • Ao adquirir uma TV selecionada, o comprador recebe um Pix de R$ 50 a R$ 1.000, conforme o tamanho do aparelho, caso a seleção brasileira vença a partida. 
  • Estrelada por Denilson e Bia Reis, a iniciativa aposta no engajamento para acelerar as vendas.

O Assaí conectou duas grandes sazonalidades sob a campanha ‘Pensou Futebol e São João, levou Assaí’. A rede opera no modelo In&Out, focando no giro rápido de itens promocionais limitados, como copos personalizados, baldes de pipoca, camisetas da torcida e luminárias temáticas. 

Paralelamente, atua em conjunto com a indústria para ampliar o abastecimento de categorias-chave voltadas a consumidores e ao segmento B2B de microempreendedores, reforçando estoques de carnes, bebidas, snacks, produtos juninos, descartáveis e embalagens para delivery, focando em conveniência e competitividade de preço.

Bens de consumo e inovação de portfólio

No segmento de alimentação, a jornada de consumo dita as regras. O KFC Brasil lançou o “Box da Torcida”, combo desenvolvido para o compartilhamento de alimentos durante as partidas. 

Para enriquecer a experiência, a marca lançou três molhos inspirados nas nações anfitriãs: 

  • Ranch (Estados Unidos), 
  • Maple (Canadá), 
  • Tex Mex (México). 

A ativação traz o Craque Neto interpretando o papel de 'Coroneto Sanders'.

Nas gôndolas, a disputa por dominância visual gerou inovações. Pela primeira vez em sua história, a Ajinomoto do Brasil desenvolveu um design exclusivo em verde e amarelo para a edição limitada do AJI-SAL Churrasco Parrilla, visando gerar rápida identificação com os torcedores e decorar o ponto de venda. 

No setor infantil, Kinder Ovo apostou no colecionismo para fortalecer a conexão entre pais e filhos, lançando 12 surpresas exclusivas que retratam as principais nações do futebol, englobando países-sede (EUA, Canadá e México) e campeões históricos (Brasil, França e Itália).

Moda vai de co-branding e “Brasilcore”

No mercado de vestuário, marcas fogem da concorrência com uniformes oficiais criando linhas casuais que capitalizam o esporte como fenômeno cultural. 

A Youcom executou uma parceria de co-branding com o Guaraná Antarctica voltada à Geração Z, lançando uma linha limitada inspirada na estética "Brasilcore" e nos anos 2000. 

A cápsula equilibra a identidade visual do refrigerante com o estilo urbano verde e amarelo, disponível de forma omnicanal.

Atendendo ao público premium, a Maria Filó lançou lenços e t-shirts em tiragem limitada, mesclando conforto com referências à estética vintage das arquibancadas para criar conexões afetivas. 

Sob premissa semelhante, a Foxton lançou sua coleção amparada pelo mote “A Camisa da Nossa Torcida”, oferecendo camisas esportivas vintage versáteis que transitam do bar ao estádio, refletindo pertencimento e conexão coletiva.

Fidelização e serviços apelam para a emoção

O apelo emocional do torneio serve como alavanca comercial para setores de bens de capital e finanças. No ambiente do agronegócio, a Massey Ferguson criou a campanha “Pronto Pro Jogo”.

A fabricante conecta a paixão esportiva ao campo ao sortear um produtor rural que adquirir tratores das séries participantes para uma experiência exclusiva. O vencedor poderá assistir ao jogo entre Brasil e Escócia em um churrasco privado para até 20 convidados, contando com a presença do ex-goleiro pentacampeão Marcos.

No setor de serviços e finanças, programas de recompensas usam o campeonato para reter clientes. A Livelo converteu as figurinhas do campeonato no produto líder de resgates do Shopping Livelo, permitindo transações com pontos ou formatos híbridos para a aquisição de Smart TVs, produtos e passagens aéreas. 

Em sinergia, a BB Seguros lançou a promoção “Torcida BB Seguros”, aliando proteção financeira a recompensas. Na contratação de apólices de Seguro de Vida e Seguro Residencial, clientes acumulam pontos Livelo por real pago, enquanto o Seguro Empresarial concede um cashback de 20%.

E as empresas com licenciamento oficial?

Já as empresas licenciadas exploram diretamente os ativos da FIFA. A Coca-Cola FEMSA Brasil apoia-se na Copa do Mundo da FIFA 2026 para aproximar suas marcas dos consumidores em momentos de celebração. 

A fabricante comercializa garrafas de Coca-Cola e Coca-Cola Zero de 600 ml com figurinhas do álbum oficial da Panini, além de produzir latas campeãs. 

No segmento de performance, apresenta a edição limitada Powerade Playstyles, com embalagens inspiradas na linguagem tática nos sabores "Ataque" e "Contra-Ataque", para dialogar com a intensidade da competição.

 

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