Pronunciamento de Lula: decisão foi tomada pelo presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques (Ricardo Stuckert/Lula Oficial/Flickr)
Repórter
Publicado em 6 de setembro de 2026 às 17h25.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) faça um pronunciamento em cadeia de rádio e TV neste domingo, 6, em alusão ao Dia da Independência. A expectativa é que o discurso tenha duração de 3 minutos e 43 segundos.
A decisão foi tomada pelo presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, na sexta-feira, 4. A Advocacia-Geral da União (AGU) emitiu parecer favorável à veiculação.
Na segunda-feira, 7, Lula estará em Brasília para participar do desfile cívico-militar em celebração ao Dia da Independência.
Entre os convidados estão ministros de Estado e os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Na sexta-feira, 4, Lula voltou a abordar a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF). Durante uma cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília, com a presença do presidente da Corte, Edson Fachin, e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, o presidente defendeu uma ampla reforma do Judiciário.
Sem mencionar diretamente o ministro Alexandre de Moraes, Lula afirmou que ninguém deve usar o cargo público em benefício próprio sob o argumento de defender a democracia.
Na terça-feira, o ministro André Mendonça levantou o sigilo de um relatório elaborado pela Polícia Federal que demonstra trocas de mensagens entre Moraes e o banqueiro Daniel Vocaro, controlador do extinto Banco Master.
As conversas incluem cobranças e pedidos feitos pelo banqueiro ao ministro. O conteúdo, somado aos contratos milionários entre o Master e o escritório da esposa de Moraes, colocou o ministro no centro do caso envolvendo o banco. Mendonça encaminhou as informações ao plenário do STF, que deverá decidir se haverá investigação e de que forma ela será conduzida.
"E eu tenho uma preocupação, como presidente da República, de tentar fazer o esforço sobrenatural para que a sociedade brasileira não perca a esperança, a fé e a credibilidade nas instituições, que são responsáveis por garantir o funcionamento do sistema democrático brasileiro e o Estado de Direito", disse Lula.
O presidente afirmou ainda que pretende promover, em 2027, uma "discussão profunda" sobre a necessidade de uma nova reforma no Poder Judiciário. Para isso, porém, Lula precisaria ser reeleito. "Ninguém, ninguém, em nome da democracia, pode utilizar o cargo que tem em benefício pessoal", afirmou.