Rio Grande do Sul: distância entre Zucco e Brizola era de 2,68 pp, agora é de 2,81 pp (Agência Câmara/Instagram/Montagem/Flickr)
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Publicado em 6 de setembro de 2026 às 09h00.
Luciano Zucco (PL) lidera a corrida eleitoral pelo Executivo do Rio Grande do Sul e, mesmo em queda, vem aumentando a distância contra a adversária Juliana Brizola (PDT), segundo a última rodada do Monitor Eleitoral, o agregador de pesquisas eleitorais da Inteligov, divulgado em parceria com a EXAME na última quarta-feira, 2.
No primeiro turno, Zucco registra 28,31% das intenções de voto, uma queda de 1,12 pp desde o último resultado, divulgado em 19 de agosto, quando pontuou com 29,43%.
Apesar disso, Juliana Brizola, que vem muito próxima de Zucco, teve uma queda maior. Nesta edição do agregador, ela registra 25,50% das intenções de voto, 1,25 pp a menos do que anteriormente (26,75%).
Duas semanas atrás, a distância entre eles era de 2,68 pp; agora é de 2,81 pp.
Entre os demais candidatos, Gabriel Souza (MDB) registra 9,89%, caindo 0,44 pp no período. Marcelo Maranata (PSDB) tem 2,90%, Priscila Voigt (UP), 0,71%, Rejane de Oliveira (PSTU), 0,53%, e Cesar Pontes (PCO), 0,36%.
Ainda que a distância entre Luciano Zucco e Juliana Brizola tenha aumentado, o medidor de tendência do agregador aponta uma queda de 0,33 pp para Zucco, ante uma alta de 0,17 pp para Brizola.
Souza e Maranata apresentaram, ambos, queda de 0,05 pp, e Voigt teve a maior alta, de 0,27 pp.
Veja os detalhes do Agregador aqui.
O resultado apresentado pelo monitor não corresponde a uma média aritmética simples das pesquisas. O modelo utiliza uma Média Móvel Ponderada, cálculo que atribui pesos diferentes aos levantamentos de acordo com critérios metodológicos e com a data de realização de cada pesquisa.
Pesquisas presenciais domiciliares recebem peso integral no modelo, enquanto levantamentos feitos por IVR, sistema automatizado de entrevistas por telefone, e pela internet têm redução de 30% a 45% em sua influência estatística.
A atualidade também interfere no cálculo. A metodologia reduz em 25% o peso de uma pesquisa a cada quinzena de caducidade. Na prática, levantamentos mais antigos continuam no histórico, mas perdem influência sobre a média à medida que novas pesquisas são incorporadas.
Esse mecanismo busca dar maior peso ao retrato mais recente da eleição, sem descartar a trajetória acumulada desde março. A cada rodada, novas pesquisas registradas no TSE são incorporadas à base utilizada para o cálculo.
Na consolidação realizada até as 12h de 31 de agosto, por exemplo, a base recebeu 39 novas pesquisas cadastradas no PesqEle. Elas se somaram aos 431 levantamentos considerados na iteração anterior.