Paraná: Moro lidera corrida pelo Executivo do PR (Lula Marques/Agência Brasil)
Colaboradora
Publicado em 6 de setembro de 2026 às 09h00.
Sergio Moro (PL) lidera a corrida eleitoral pelo Executivo do Paraná com 20,91 pontos percentuais de vantagem sobre o segundo colocado, segundo a última rodada do Monitor Eleitoral, o agregador de pesquisas eleitorais da Inteligov, divulgado em parceria com a EXAME na última quarta-feira, 2.
No primeiro turno, Moro aparece com 41,79%. Mesmo na liderança, ele oscilou negativamente 0,93 pp desde o último resultado, divulgado em 19 de agosto, quando pontuou com 42,72%. O candidato também está longe do seu máximo potencial de votos, atingido em abril, com 45,35%.
No segundo lugar, Requião Filho (PDT) registra 20,88% das intenções de voto. Em duas semanas, ele somou 0,03 pp.
Quem também oscilou positivamente foi Sandro Alex (PSD) que, com 13,10% está a 7,78 pp de distância de Requião. Ele cresceu 0,42 pp desde o último levantamento (12,68%).
Entre os demais candidatos, Luiz França (Missão) registra 1,36%. Tayná Miessa (UP) tem 0,88%, Adriano Funileiro (PCO), 0,22%, Samuel de Mattos (PSTU), 0,12%, e Alexandre Salomão (Mobiliza), 0,05%.
De acordo com o medidor de tendência do agregador, Moro tende a uma queda de 0,79 pp, Requião a uma alta de 0,09 pp, e Sandro Alex, de 0,99 pp.
Veja os detalhes do Agregador aqui.
O resultado apresentado pelo monitor não corresponde a uma média aritmética simples das pesquisas. O modelo utiliza uma Média Móvel Ponderada, cálculo que atribui pesos diferentes aos levantamentos de acordo com critérios metodológicos e com a data de realização de cada pesquisa.
Pesquisas presenciais domiciliares recebem peso integral no modelo, enquanto levantamentos feitos por IVR, sistema automatizado de entrevistas por telefone, e pela internet têm redução de 30% a 45% em sua influência estatística.
A atualidade também interfere no cálculo. A metodologia reduz em 25% o peso de uma pesquisa a cada quinzena de caducidade. Na prática, levantamentos mais antigos continuam no histórico, mas perdem influência sobre a média à medida que novas pesquisas são incorporadas.
Esse mecanismo busca dar maior peso ao retrato mais recente da eleição, sem descartar a trajetória acumulada desde março. A cada rodada, novas pesquisas registradas no TSE são incorporadas à base utilizada para o cálculo.
Na consolidação realizada até as 12h de 31 de agosto, por exemplo, a base recebeu 39 novas pesquisas cadastradas no PesqEle. Elas se somaram aos 431 levantamentos considerados na iteração anterior.