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Superintendentes da PF divulgam nota em defesa de diretor em meio a crise com STF

Contexto é de embate entre a cúpula da Polícia Federal e o ministro do STF André Mendonça, que conduz procedimento para apurar suspeitas envolvendo o diretor-geral da instituição

PF: dirigentes ponderam que não devem resultar no enfraquecimento da credibilidade das instituições republicanas (Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

PF: dirigentes ponderam que não devem resultar no enfraquecimento da credibilidade das instituições republicanas (Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

Letícia Cassiano
Letícia Cassiano

Colaboradora

Publicado em 6 de agosto de 2026 às 14h06.

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Uma nota pública assinada pelos 27 superintendentes regionais da Polícia Federal foi divulgada nesta quinta-feira, 6, em defesa da autonomia institucional da corporação e da direção da instituição, comandada por Andrei Rodrigues.

A publicação ocorre em meio ao embate entre a cúpula da PF e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator de um processo que apura suspeitas de possível interferência do diretor-geral em investigações conduzidas pela corporação. O diretor-geral nega qualquer irregularidade, e a corporação afirma que sua atuação segue critérios técnicos e legais.

Sem fazer menção ao caso, os autores da nota afirmam que a Polícia Federal é uma instituição de Estado comprometida com a Constituição, a legalidade, a imparcialidade e a defesa do Estado Democrático de Direito. O texto acrescenta que a credibilidade da corporação decorre da atuação técnica e independente de seus servidores, orientada por fatos, provas e mecanismos de controle previstos na lei.

A manifestação também sustenta que a atividade investigativa da PF "não se submete a interesses políticos, ideológicos ou pessoais", defendendo que a independência técnica das investigações e a autonomia administrativa são essenciais para o cumprimento da missão constitucional da instituição.

No documento, os dirigentes afirmam que o debate público e as críticas são compatíveis com a democracia, mas ponderam que não devem resultar no enfraquecimento da credibilidade das instituições republicanas.

Segundo apuração de Julia Duailibi, da Globonews, integrantes da Polícia Federal avaliam que algumas decisões recentes de Mendonça ampliam o grau de supervisão judicial sobre investigações conduzidas pela corporação.

A PF chegou a recorrer à Advocacia-Geral da União (AGU) para questionar essas medidas, alegando que elas poderiam afetar a autonomia administrativa e investigativa da instituição. O ministro, por sua vez, sustenta que suas decisões estão inseridas no exercício regular da função jurisdicional.

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