Correios: sessão foi suspensa após os Correios apresentarem novos documentos na sexta-feira, 19 (Getty Images/Getty Images)
Repórter
Publicado em 21 de setembro de 2026 às 20h29.
RESUMO | A greve dos Correios continua sem definição após o TST adiar para quinta-feira, 25, a análise do dissídio coletivo e do pedido da estatal para declarar a paralisação abusiva. O principal impasse entre empresa e trabalhadores é o modelo do plano de saúde. Enquanto isso, o TST determinou a manutenção de 80% do efetivo durante a greve.
A greve dos trabalhadores dos Correios segue sem uma definição. O Tribunal Superior do Trabalho (TST) adiou para quinta-feira, 25, a sessão que analisaria o dissídio coletivo e o pedido da estatal para que a paralisação, iniciada em 10 de setembro, seja considerada abusiva.
A sessão foi suspensa após os Correios apresentarem novos documentos na sexta-feira, 19. A nova reunião foi marcada para que as entidades que representam os trabalhadores possam se manifestar.
A greve começou após o fracasso das negociações sobre o novo Acordo Coletivo de Trabalho. O principal impasse é o plano de saúde de funcionários, aposentados e dependentes.
Os Correios defendem deixar de ser os mantenedores do plano, mas manter o subsídio aos empregados. A mudança reduziria o risco atuarial assumido pela empresa, que envolve provisões de quase R$ 600 milhões. Os trabalhadores querem manter o modelo atual.
Um dos pontos de consenso nas negociações é o reajuste salarial de 4,35%, correspondente ao INPC, com pagamento retroativo a 1º de agosto.
Em meio à greve, o TST determinou que 80% do efetivo dos Correios seja mantido para garantir a continuidade dos serviços. A Corte também recebeu o pedido de dissídio coletivo apresentado pela estatal, que inclui a solicitação para que a paralisação seja declarada abusiva.
A empresa afirma que precisa controlar despesas em meio ao processo de reestruturação. Segundo os Correios, 89% das receitas são destinadas ao pagamento de salários e benefícios, o que dificulta a recuperação financeira da estatal.
Os Correios também aguardam a definição de um empréstimo de R$ 7 bilhões de um grupo de bancos, com garantia da União. No fim do ano passado, a empresa contratou um empréstimo de R$ 12 bilhões nas mesmas condições para pagar dívidas atrasadas e regularizar a operação.