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Real Time: disputa para o Senado em Alagoas têm empate entre 4 candidatos

Em disputa acirrada pelas duas vagas ao Senado em Alagoas tem Renan e Marina JHC na vantagem. Arthur Lira e Davi Davino também configuram empate técnico na liderança

Eleições 2026: disputa para vagas ao Senado alagoado segue acirrada (Pedro França/Agência Senado/Flickr)

Eleições 2026: disputa para vagas ao Senado alagoado segue acirrada (Pedro França/Agência Senado/Flickr)

Diandra Guedes
Diandra Guedes

Colaboradora

Publicado em 15 de setembro de 2026 às 21h59.

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A disputa pelas vagas ao Senado de Alagoas continua acirrada. A pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira, 15, mostra um cenário de empate técnico quádruplo. No cenário consolidado, arrancam na frente, com pouca diferença, o atual senador Renan Calheiros (MDB) com 22%, seguido por Marina JHC (PSDB) com 21%.

Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, também estão embolados na disputa Arthur Lira (PP), que registra 19%, e Davi Davino Filho (Republicanos), com 17%.

Entre os demais candidatos testados, Dr. Wanderley (MDB) tem 6% e Alexandre Fleming (UP), 1%. Votos nulos e brancos somam 7%, mesmo índice percentual dos eleitores que não souberam ou não quiseram responder à pesquisa.

O peso do primeiro e do segundo voto

Ao detalhar a preferência do eleitorado para as duas vagas disponíveis, Renan lidera de forma isolada o primeiro voto com 30%, posicionado à frente de Arthur Lira (21%) e Marina JHC (20%). Davi Davino Filho pontua com 17% nesta simulação inicial.

Na declaração do segundo voto, a dinâmica do eleitorado sofre alterações. A candidata do PSDB assume a ponta com 22%, enquanto o deputado do PP e Davi Davino Filho dividem a vice-liderança, ambos com 17%. O nome do MDB recua para 13% na segunda opção de urna.

Por que a disputa ao Senado está tão acirrada em Alagoas?

O equilíbrio da corrida pelo Senado em Alagoas está relacionado à concentração de quatro candidaturas competitivas em uma eleição que terá duas vagas em disputa.

Renan Calheiros e Arthur Lira representam os principais grupos políticos do estado e travam uma disputa direta pelo eleitorado, enquanto Marina JHC e Davi Davino Filho também aparecem em patamares próximos nas pesquisas e podem ocupar uma das cadeiras.

Como cada eleitor poderá escolher dois candidatos ao Senado, um nome pode ter desempenho forte entre aqueles que o colocam como primeira opção, mas também depender da disposição do eleitor em combiná-lo com outro candidato.

O cenário também reflete a disputa entre grupos políticos que se enfrentam simultaneamente pelo governo estadual. Renan Filho, filho de Renan Calheiros, concorre ao governo pelo MDB, enquanto JHC, ligado politicamente a Marina JHC, aparece como seu principal adversário.

Em pesquisa Quaest divulgada em agosto, os dois estavam tecnicamente empatados na corrida pelo governo, com 42% e 40%, respectivamente.

A eleição para o Senado, portanto, não está isolada da disputa pelo governo. As alianças e os palanques estaduais influenciam a formação das chapas e a distribuição dos votos. Davi Davino Filho, por exemplo, declarou apoio a JHC na disputa pelo governo, embora não tenha havido garantia de reciprocidade para sua candidatura ao Senado.

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