O mandato dos senadores é de oito anos. Nesta eleição, serão renovados dois terços das 81 cadeiras do Senado. (Marcos Oliveira/Agência Senado)
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Publicado em 3 de outubro de 2026 às 19h47.
Última atualização em 3 de outubro de 2026 às 21h32.
Pesquisas Quaest para o Senado divulgadas neste sábado, 3, mostram os cenários para as duas vagas em disputa em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco e Distrito Federal na véspera do primeiro turno das Eleições de 2026.
Os levantamentos apresentam resultados diferentes conforme o recorte. Em SP, MG, PE e DF, a Quaest divulgou uma estimativa de votos válidos, que exclui brancos, nulos e indecisos e considera o perfil de comparecimento dos eleitores. No Rio, os dados fornecidos para o consolidado são de votos totais, combinando a primeira e a segunda escolhas.
O cenário nos cinco locais é:
A disputa pelo Senado em São Paulo tem Guilherme Derrite (PP) com 25% dos votos válidos, André do Prado (PL) com 23% e Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) com 22% cada. Segundo o material divulgado, os quatro estão tecnicamente empatados.
Guto Schiavetto (Missão) tem 2%. Dra. Eliana Ferreira (PSTU), Ednelson Cesaretti (PCO), Geraldo Rufino (Podemos), Maíra de Souza (UP), Marcio Alves (UP) e Soninha Francine (Cidadania) aparecem com 1%.
No resultado agregado dos votos totais, Derrite registra 20%, André do Prado, 18%, e Marina e Tebet, 17% cada. Indecisos são 6%, enquanto brancos, nulos ou quem diz não votar representam 15%.
A pesquisa também detalhou a primeira escolha para o Senado:
Na pesquisa espontânea, 68% dos entrevistados não souberam citar um candidato.
A Quaest ouviu 3.702 eleitores entre 2 e 3 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%. O registro é SP-04726/2026.
Em Minas Gerais, Domingos Sávio (PL) aparece com 22% dos votos válidos. Carlos Viana (PSD) e Marília Campos (PT) têm 18% cada, e Aécio Neves (PSDB), 17%.
Na sequência estão Marcelo Aro (PP), com 10%, Marco Antônio Superman (Novo), com 9%, e Áurea Carolina (PSOL), com 6%.
No agregado dos votos totais, as distâncias diminuem: Sávio tem 16%, Viana, 15%, e Marília e Aécio aparecem com 14% cada.
A divisão das duas escolhas também altera a ordem. No primeiro voto, Marília tem 20%, Sávio, 19%, Viana, 16%, e Aécio, 14%.
No segundo voto, Sávio e Viana registram 13% cada, Aécio tem 12%, Marco Antônio Superman, 10%, Áurea Carolina, 9%, e Marília, 8%.
Na espontânea, 35% ainda não sabem em quem votar. Já 79% afirmam que a escolha é definitiva e 20% dizem que ainda podem mudar.
Foram entrevistados 3.204 eleitores entre 2 e 3 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com confiança de 95%. O registro é MG-06889/2026.
Em Pernambuco, Marília Arraes (PDT) registra 30% dos votos válidos, seguida por Humberto Costa (PT), com 27%.
Mendonça Filho (PL) aparece com 18%, Eduardo da Fonte (PP), com 15%, Túlio Gadêlha (PSD), com 9%, e Carlos Sant'anna (Novo), com 1%.
No resultado agregado dos votos totais, Marília tem 20%, Humberto, 18%, Mendonça, 12%, Eduardo, 10%, e Túlio, 6%. Indecisos somam 12%, e brancos, nulos ou eleitores que não pretendem votar representam 20%.
Marília também aparece com 20% tanto na primeira quanto na segunda escolha. Humberto registra 18% nos dois recortes. Mendonça tem 12% em ambos. Eduardo marca 10% no primeiro voto e 11% no segundo.
A pesquisa mostra ainda que 85% dizem ter uma escolha definitiva para o Senado, enquanto 15% afirmam que ainda podem mudar. Na espontânea, 39% permanecem indecisos.
A Quaest entrevistou 2.652 eleitores entre 2 e 3 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%. O registro é PE-09665/2026.
No Distrito Federal, Michelle Bolsonaro (PL) tem 31% dos votos válidos. Leila do Vôlei (PDT) aparece com 27%, Bia Kicis (PL), com 24%, e Erika Kokay (PT), com 17%.
Sebastião Coelho (Novo) registra 1%. Os demais candidatos aparecem com 0%.
No agregado dos votos totais, Michelle tem 25%, Leila, 22%, Bia, 19%, e Erika, 15%. Brancos, nulos ou quem não pretende votar somam 9%, enquanto os indecisos representam 8%.
As duas escolhas apresentam cenários diferentes. No primeiro voto, Michelle chega a 39%, seguida por Leila, com 22%, Erika, com 18%, e Bia, com 7%.
No segundo voto, Bia aparece com 31%, Leila tem 22%, Erika, 12%, e Michelle, 11%.
Na pesquisa espontânea, 32% ainda não sabem em quem votar.
O levantamento ouviu 2.652 eleitores entre 2 e 3 de outubro, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O registro é DF-04089/2026.
No Rio de Janeiro, o levantamento divulgado traz como principal recorte o resultado agregado dos votos totais, combinando as duas escolhas para o Senado.
Carlos Jordy (PL) aparece com 17%, enquanto Carlos Portinho (PL) e Benedita da Silva (PT) têm 16% cada. Pedro Paulo (PSD) registra 10%, Marcelo Crivella (Republicanos), 9%, e Monica Benicio (PSOL), 6%.
Michelly Xavier (UP) e Waguinho (Republicanos) têm 1%. Indecisos representam 6%, e brancos, nulos ou eleitores que afirmam não votar somam 18%.
No primeiro voto, Benedita aparece com 26%, seguida por Jordy, com 22%, e Portinho, com 14%. Crivella tem 9%, Pedro Paulo, 7%, e Monica Benicio, 3%.
Na segunda escolha, Portinho registra 18%. Jordy e Pedro Paulo têm 12% cada, enquanto Crivella e Monica Benicio aparecem com 10%.
Na pesquisa espontânea, 40% dos entrevistados estão indecisos, ante 79% no levantamento anterior.
A Quaest ouviu 3.204 eleitores entre 2 e 3 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O registro é RJ-03032/2026.
Nas eleições de 2026, cada eleitor escolherá dois candidatos ao Senado. Por isso, as pesquisas apresentam a primeira e a segunda escolhas e podem reunir as duas respostas em um resultado agregado.
Nos recortes de votos válidos, a Quaest exclui brancos, nulos e indecisos e considera as intenções de voto e o perfil de comparecimento por meio do modelo likely voter, assim como feito na pesquisa Quaest para governador.
O Senado tem 81 cadeiras, e o mandato dos senadores é de oito anos. Em 2026, serão escolhidos dois representantes por estado e pelo Distrito Federal, renovando dois terços da Casa.