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Patrus Ananias confirma pré-candidatura ao governo de Minas Gerais

Deputado federal disputará o comando do segundo maior colégio eleitoral do país; Ananias foi ministro do Desenvolvimento Social nos primeiros mandatos de Lula, período em que participou da implementação do Bolsa Família

Patrus Ananias: deputado federal confirmou sua pré-candidatura do PT em Minas Gerais, (Divulgação/Instagram)

Patrus Ananias: deputado federal confirmou sua pré-candidatura do PT em Minas Gerais, (Divulgação/Instagram)

Publicado em 20 de julho de 2026 às 13h50.

O deputado federal Patrus Ananias (PT - MG) confirmou nesta segunda-feira, 20, sua pré-candidatura ao Governo de Minas Gerais. O estado, que é o segundo maior colégio eleitoral brasileiro, é atualmente governado por Romeu Zema (Novo), um dos principais nomes da oposição ao governo Lula.

Ex-prefeito de Belo Horizonte na década de 1990, ele foi ministro do Desenvolvimento Social nos primeiros mandatos de Lula, período em que participou da implementação do Bolsa Família, e também integrou o governo de Dilma Rousseff.

Ananias anunciou sua pré-candidatura por meio de uma publicação na rede social X. O parlamentar afirmou aceitar um "novo desafio" e disse que pretende percorrer o estado para dialogar com a população.

"Hoje aceito um novo desafio, ser Pré-candidato ao Governo de Minas Gerais. Quero seguir percorrendo nosso estado para ouvir cada região, dialogar com quem vive os problemas de perto e construir, junto com o nosso povo, um novo caminho. Chegou a hora de Minas voltar a sonhar", escreveu.

Em vídeo divulgado junto ao anúncio, o deputado afirmou que pretende colocar sua experiência política a serviço do estado.

"Sempre olhando o nosso passado, nossa experiência, comprometidos com o presente e olhando com muito amor para as gerações futuras", disse.

Segundo informações divulgadas por O Globo, a decisão ocorreu após um pedido de Lula para que Patrus disputasse o governo estadual. Na semana passada, os dois se reuniram em Brasília para discutir a candidatura.

Aos 74 anos, Patrus pretendia disputar a reeleição para a Câmara dos Deputados, mas passou a ser considerado a principal alternativa do PT para encabeçar a chapa no estado.

Trajetória política

Natural de Bocaiuva (MG), Patrus Ananias é advogado, professor e um dos fundadores do PT em Minas Gerais. Sua trajetória política começou na Câmara Municipal de Belo Horizonte, onde foi eleito vereador em 1988.

Entre 1993 e 1996, foi prefeito da caítal mineira. Sua gestão ficou marcada pela ampliação de políticas sociais e pela adoção do Orçamento Participativo, modelo que buscava envolver a população na definição de prioridades para investimentos públicos.

Após deixar a prefeitura, Patrus foi eleito deputado federal por Minas Gerais e, em 2004, assumiu o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome no primeiro governo Lula.

À frente da pasta, participou da implementação e da consolidação do Bolsa Família, programa que unificou iniciativas federais de transferência de renda e se tornou uma das principais políticas sociais dos governos petistas. Permaneceu no cargo até 2010.

No segundo mandato da presidente Dilma Rousseff, voltou à Esplanada dos Ministérios para comandar o Ministério do Desenvolvimento Agrário entre 2015 e 2016.

O que defende?

Atualmente, Patrus exerce mandato como deputado federal por Minas Gerais. Em suas redes sociais e em seu site oficial, o parlamentar destaca temas ligados ao combate à fome, segurança alimentar, agricultura familiar, direitos humanos, desenvolvimento social e fortalecimento das políticas públicas voltadas às populações mais vulneráveis.

Essas pautas também aparecem com frequência em sua atuação parlamentar e em sua comunicação pública, ao lado de posicionamentos em defesa da democracia, da participação popular e da redução das desigualdades sociais.

O problema mineiro

A eventual candidatura de Patrus ocorre em um momento de reorganização da estratégia eleitoral do PT em Minas Gerais. O partido busca um nome capaz de representar a legenda na disputa pelo governo estadual e, ao mesmo tempo, fortalecer o palanque do presidente Lula no estado durante a campanha presidencial.

Durante o primeiro trimestre, a expectativa era da participação do ex-presidente do Seando, Rodrigo Pacheco (PSB), que afirmou que pretende deixar a vida política.

Diante deste imbróglio que aparenta estar chegando ao fim, a decisão ainda depende das deliberações do partido durante o período de convenções, que ocorre entre 20 de julho e 5 de agosto.

Registro oficial dependerá do calendário eleitoral

Embora tenha confirmado a pré-candidatura, Patrus ainda precisará ser oficializado pelo partido durante as convenções partidárias.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as convenções para as Eleições 2026 podem ser realizadas até 5 de agosto. Após essa etapa, o pedido de registro deverá ser feito obrigatoriamente por meio do sistema eletrônico CANDex, que passou a funcionar exclusivamente em versão online.

O prazo final para registro das candidaturas na Justiça Eleitoral é 15 de agosto.

Com O Globo

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