Kalil lança pré-candidatura ao governo de Minas e sela acordo com Lula

Kalil conseguiu um feito muito difícil em diversos estados: atrair partidos que nacionalmente estarão em lados opostos da campanha
Kalil e Lula: chapa vai fazer frente ao apoio entre Zema e Bolsonaro. (Ricardo Stuckert/Divulgação)
Kalil e Lula: chapa vai fazer frente ao apoio entre Zema e Bolsonaro. (Ricardo Stuckert/Divulgação)
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Gilson Garrett JrPublicado em 15/06/2022 às 06:00.

O ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), lança sua pré-candidatura ao governo de Minas Gerais nesta quarta-feira, 15, em um evento realizado na cidade de Uberlândia. O movimento sela o acordo com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que estará no palanque de Kalil. Lula disse, na terça-feira, 14, que estará presente no ato, após ter o resultado de covid-19 negativo e ser liberado pela equipe médica.

Kalil conseguiu um feito muito difícil em diversos estados, que foi atrair partidos que nacionalmente estarão em lados opostos da campanha. Além do PT, junto na chapa estará também o União Brasil, que tem como pré-candidato a presidente Luciano Bivar.

O grupo quer fazer frente ao projeto de reeleição do governador Romeu Zema (Novo). Há uma tendência de que o governador repita o que ocorreu em 2018 e se aproxime do presidente Jair Bolsonaro (PL). Tudo indica que Minas Gerais vai espelhar a disputa nacional entre Lula e Bolsonaro.

E o estado do Sudeste é fundamental para quem quer ocupar o Palácio do Planalto. Nas últimas eleições presidenciais, o postulante que venceu em Minas Gerais, saiu também vitorioso nacionalmente. Em 2010 e 2014, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) recebeu porcentagem quase idêntica de votos no estado e no total do Brasil. O mesmo ocorreu com a vitória do presidente Bolsonaro, na eleição de 2018.

O cientista político Marco Antonio Teixeira, coordenador do mestrado profissional em gestão e políticas públicas da FGV EAESP, explica que Minas Gerais é um reflexo do Brasil muito pela sua geografia, por estar na região Sudeste, ter fronteira com o Nordeste e com o Centro-Oeste.

“É o segundo estado mais populoso do Brasil e tem influência de vários estados do Centro-Oeste, da Bahia e de São Paulo. Minas Gerais é uma síntese do Brasil”, diz.

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O segundo turno da eleição presidencial está indefinido no maior colégio eleitoral do país, o Sudeste, segundo a pesquisa eleitoral EXAME/IDEIA divulgada no último dia 19 de maio. Em uma simulação da disputa, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 44% das intenções de voto, contra 40% do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Apesar do petista estar na frente, o cenário é considerado empate, por estar dentro da margem de erro dos estratos da pesquisa, que é de seis pontos percentuais para mais ou para menos.

A sondagem ouviu 1.500 pessoas entre os dias 14 e 19 de maio. As entrevistas foram feitas por telefone, com ligações tanto para fixos residenciais quanto para celulares. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número BR-01734/2022. A EXAME/IDEIA é um projeto que une EXAME e o IDEIA, instituto de pesquisa especializado em opinião pública. Leia o relatório completo.

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