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Pesquisa governo de SP: Haddad tem 27%; Tarcísio, 17%; França, 14%; e Garcia, 11%

Pesquisa EXAME/IDEIA divulgada nesta quarta-feira, 8, entrevistou 1.200 pessoas do estado de São Paulo entre os dias 3 e 8 de junho

Haddad, França, Garcia e Tarcísio: petista está na frente e segundo lugar embolado. (Haddad: Horacio Villalobos / Colaborador / Getty/ França: Governo de SP / Divulgação/ Tarcísio: Alberto Ruy/FlickR/Garcia: Governo de SP/ Divulgação/Divulgação)

Haddad, França, Garcia e Tarcísio: petista está na frente e segundo lugar embolado. (Haddad: Horacio Villalobos / Colaborador / Getty/ França: Governo de SP / Divulgação/ Tarcísio: Alberto Ruy/FlickR/Garcia: Governo de SP/ Divulgação/Divulgação)

GG

Gilson Garrett Jr

Publicado em 8 de junho de 2022 às 21h53.

Última atualização em 9 de junho de 2022 às 12h15.

A pesquisa eleitoral EXAME/IDEIA divulgada nesta quarta-feira, 8, mostra que Fernando Haddad (PT) lidera as intenções de voto ao governo de São Paulo, com 27%, quando a pergunta é feita de forma estimulada, em que os nomes são apresentados previamente.

Logo depois vem um pelotão considerado tecnicamente empatado pela margem de erro da sondagem: Tarcísio de Freitas (Republicanos), com 17%, Márcio França (PSB), com 14%, e Rodrigo Garcia (PSDB), que aparece com 11%.

Para a pesquisa, foram ouvidas 1.200 pessoas do estado de São Paulo entre os dias 3 e 8 de junho. As entrevistas foram feitas por telefone, com ligações tanto para fixos residenciais quanto para celulares. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número SP-08096/2022. A EXAME/IDEIA é um projeto que une EXAME e o IDEIA, instituto de pesquisa especializado em opinião pública. Leia o relatório completo.

(Arte/Exame)

Cila Schulman, vice-presidente do instituto de pesquisa IDEIA avalia que há uma memória do eleitor em relação ao ex-prefeito da cidade de São Paulo, Fernando Haddad, o que o leva a aparecer em primeiro lugar nas pesquisas. Também ajuda o fato dele ter sido candidato a presidente, em 2018, disputando o segundo turno contra o presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Uma parcela dos eleitores que aprovam o governo Rodrigo Garcia, do PSDB, escolhem para votar na pesquisa estimulada em Fernando Haddad, do PT. Isso demonstra o tamanho do recall do nome do ex-prefeito da capital na visão do eleitorado paulista. O principal desafio de Haddad será diminuir a sua rejeição, que é a maior entre os candidatos colocados até aqui”, diz.

Ainda de forma estimulada, a pesquisa testou um segundo cenário sem o nome de Márcio França. A simulação foi feita porque os arranjos estaduais da coligação nacional entre PT e PSB (com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin como vice) podem fazer com que ele saia da disputa ao Palácio dos Bandeirantes.

O ex-governador já disse em várias entrevistas que pretende concorrer, mas o cenário dele ser vice de Haddad ou mesmo sair ao Senado correm em paralelo. A definição precisa sair em pouco mais de um mês.

Em uma eventual disputa sem França, o ex-prefeito de São Paulo amplia sua vantagem em relação aos demais nomes. Haddad tem 31% das intenções de voto, seguido do ex-ministro Tarcísio, com 17%, e do atual governador, Rodrigo Garcia, com 14%.

Já em uma pergunta espontânea - em que o eleitor precisa lembrar do nome em que pretende votar -, Haddad está em primeiro lugar, com 15%. França tem 7% da preferência dos eleitores, seguido de Tarcísio (4%), e Garcia (3%).

(Arte/Exame)

A eleição nacional, entre Lula e Bolsonaro, vai ter reflexos em São Paulo, tanto no sentido positivo quanto negativo, afirma Cila Schulman. Também é preciso levar em conta a taxa de rejeição. Em uma pergunta sobre em que o eleitor não votaria de jeito nenhum, Haddad tem 35%, Tarcísio, 21%, Garcia, 19%, e França aparece com 12%.

“Em São Paulo temos um eleitorado antipetista, mas que também rejeita o governo do presidente Jair Bolsonaro. O candidato que conseguir melhor atrair indecisos poderá ganhar a nacional”, diz Cila Schulman.

Haddad tem vantagem em um segundo turno

A pesquisa EXAME/IDEIA testou seis possíveis cenários de segundo turno. Haddad tem vantagem contra Garcia e Tarcísio. Na disputa contra o ex-ministro do governo do presidente Jair Bolsonaro, o petista está à frente dentro da margem de erro, portanto é considerado empate (veja os números abaixo). Na batalha com França, ambos aparecem com 34% das intenções de voto.

Na simulação feita entre França e Tarcísio, o psbista aparece na frente, mas dentro da margem de erro, assim como na disputa com Garcia. Em um cenário entre Tarcísio e o atual governador de São Paulo, o ex-ministro está com dois pontos percentuais a mais que o adversário, o que é considerado empate.

(Arte/Exame)

Senado: Datena e França na frente

Em uma eventual disputa ao Senado pelo estado de São Paulo, José Luiz Datena (PSC) está em primeiro lugar, com 19% das intenções de voto. Atrás do apresentador vem Márcio França, com 14%. O cenário é do tipo estimulado.

Quando é espontâneo, em que os eleitores precisam dizer o primeiro nome que lhes vêm à mente, nenhum pré-candidato chega a dois dígitos. Datena está com 6%, Paulo Skaf (Republicanos) tem 3%, e França aparece com 2%.

(Arte/Exame)

Cila Schulman explica que essa diferença entre as pesquisas espontânea e estimulada mostra que o eleitor paulista ainda não está pensando na disputa ao Senado.

“O eleitor costuma se engajar mais tarde na escolha dos candidatos ao Congresso Nacional e às Assembleias Legislativas. Em São Paulo, a disputa pelo Senado ainda está totalmente aberta. Na pesquisa estimulada, em que o eleitor é apresentado a diversos nomes, os mais conhecidos como o ex-governador Márcio França e o apresentador José Luiz Datena mostram recall. Mas na espontânea, todos eles ainda estão longe dos dois dígitos”, afirma.

EXAME/IDEIA não testou o nome de Sergio Moro (União Brasil) ao Senado porque ele ainda não anunciou oficialmente que pretende concorrer ao cargo. Além disso, na última quarta-feira, 7, o Tribunal Regional Eleitoral paulista suspendeu a transferência do título de eleitor dele do Paraná para São Paulo, impedindo que ele dispute as eleições pelo estado mais populoso do país. A decisão ainda cabe recurso no TSE.

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