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Caiado diz que Brasil vive 'ludopatia' com bets, mas não prevê proibição de apostas no país

Candidato à Presidência pelo PSD também anunciou que Guilherme Afif Domingos, secretário do governo Tarcísio, topou ser ministro de seu eventual governo

Ronaldo Caiado, presidenciável filiado ao PSD. (Lula Marques/Agência Brasil)

Ronaldo Caiado, presidenciável filiado ao PSD. (Lula Marques/Agência Brasil)

Ivan Martínez-Vargas
Ivan Martínez-Vargas

Repórter especial em Brasília

Publicado em 18 de agosto de 2026 às 18h13.

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O candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, afirmou nesta terça-feira, 18, que o Brasil vive uma "ludopatia" com a disseminação de vícios em apostas no país. Apesar disso, ele não pretende proibir as bets no país.

Caiado discursou a uma plateia formada por empresários e dirigentes de entidades setoriais em evento organizado pela União Nacional das Entidades do Comércio e Serviços (Unecs), em Brasília.

"No meu plano de governo, nas medidas iniciais, está prevista a contenção do processo de propaganda exaustiva (de casas de apostas) que está levando as pessoas a essa prática. Depois, vou mostrar os danos que vêm trazendo à população e, ao mesmo tempo, ter todo um sistema do Coaf e da Receita Federal para saber de onde está chegando o dinheiro ali", afirmou Caiado durante o evento.

O candidato também afirmou que o ex-ministro da Microempresa Guilherme Afif Domingos, hoje secretário Extraordinário de Projetos Estratégicos do governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo, topou seu convite para integrar um eventual ministério em seu governo. "Ele é reconhecido nacionalmente pelo trabalho que desenvolveu o MEI, sempre foi a voz maior para vocalizar esse sentimento. Quem tratará do assunto será ele, que estará comigo como ministro específico dessa área", afirmou.

Afif é filiado ao PSD, partido de Caiado. O governador Tarcísio, no entanto, já manifestou apoio a Flávio Bolsonaro, apesar da neutralidade de seu partido, o Republicanos, na eleição presidencial.

Caiado também disse que, embora pretenda manter o Bolsa Família em seu eventual governo, o programa social será redesenhado para garantir "dignidade e emancipação".

"A mobilidade social (de beneficiários do Bolsa Família) não ocorreu porque não houve educação de qualidade nem formação técnica. O Brasil é vítima de uma política populista que destrói as nações. Se compararmos hoje, o Brasil está perdendo para o Vietnã, Camboja e Índia, países que há poucos dias viviam em situação de calamidade", afirmou.

Troca de marqueteiro

Questionado sobre a saída de seu maqueteiro, Paulo Vasconcelos, logo no início deste período eleitoral, o ex-governador de Goiás negou que tenha havido divergências sobre a estratégia de campanha. Caiado disse que Vasconcelos "está fazendo também outras candidaturas" e que precisava de alguém em dedicação exclusiva.

O novo marqueteiro da campanha do presidenciável do PSD é o publicitário Marcos Carvalho.

Uma reportagem do jornal O Globo afirmou que a saída se deu por diferenças de estratégia. Vasconcelos se posiciona contrariamente a críticas mais enfáticas que Caiado tem feito em relação a Flávio Bolsonaro.

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