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Lula diz que fim da 'taxa das blusinhas' não prejudica comércio e defende MP: 'Questão de justiça'

Presidente defende medida provisória que isenta compras internacionais de até US$ 50, classifica tributação como "injusta" e se diz confiante em aprovação no Congresso

Lula: presidente diz que mudança é uma questão de justiça (Ricardo Stuckert / PR/Divulgação)

Lula: presidente diz que mudança é uma questão de justiça (Ricardo Stuckert / PR/Divulgação)

Naty Falla
Naty Falla

Repórter

Publicado em 18 de agosto de 2026 às 19h59.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta terça-feira, 18, a aprovação da medida provisória (MP) enviada pelo governo para acabar com a chamada “taxa das blusinhas”, aplicada em compras internacionais de até US$ 50. 

“Eu não sei por que algumas pessoas estão incomodadas achando que isso prejudica o comércio”, disse, em vídeo gravado no estúdio da campanha.

Lula argumentou que os produtos vendidos em lojas no Brasil também são importados. “Se você entrar numa loja qualquer, você vai ver que as roupas vêm, sabe, de Bangladesh, vêm do Vietnã, vêm da China.”

O presidente acrescentou estar otimista com a aprovação da MP e disse acreditar que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, vão apoiar a medida.

Para Lula, a mudança é uma questão de justiça e comparou a tributação das compras de até US$ 50 com os gastos de brasileiros que viajam ao exterior.

“A classe média alta viaja para fora, ela pode gastar US$ 2 mil e não paga imposto. Por que é que uma pessoa da periferia, uma mulher, uma jovem, um menino compra um negócio de 50 dólares e querem taxar ele?”, afirmou.

Segundo o presidente, o objetivo é permitir que os brasileiros comprem produtos que precisam sem uma cobrança que ele considera injusta.

“É apenas uma questão de justiça. E eu tenho certeza que, se tratando de justiça, o Senado e a Câmara vão votar para que o povo brasileiro possa comprar as coisas que eles precisam sem ninguém perturbá-los", concluiu Lula. 

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