Eleições Pernambuco: Lyra e João Campos lideram a disputa pelo governo do Estado (Divulgação/Governo de Pernambuco)
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Publicado em 16 de agosto de 2026 às 06h00.
Em 4 de outubro, mais de 155 milhões de brasileiros vão às urnas nas Eleições Gerais de 2026, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em Pernambuco, o eleitorado escolhe presidente, senador, deputado federal e estadual e também o próximo governador do estado.
A disputa pelo Palácio do Campo das Princesas está oficialmente definida. Sete candidaturas foram homologadas nas convenções partidárias. Confira quem são os candidatos ao governo de Pernambuco em 2026, em ordem alfabética:
Historiadora e professora popular, Camila Falcão é fundadora e vice-presidente estadual da Unidade Popular (UP) em Pernambuco. Também presidiu a União dos Estudantes de Pernambuco e coordena o Movimento de Mulheres Olga Benário. É a primeira vez que ela concorre ao governo do estado. Sua chapa é pura, sem coligação, com Marcelo Pessoa (UP) na vice.
Técnico em telecomunicações e pesquisador do Instituto Latino-Americano de Estudos Socioeconômicos (ILAESE), Guilherme Fonseca já disputou eleições para o Senado e para a vice-governadoria de Pernambuco no passado.
Participou do movimento estudantil na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e esteve na fundação do PT e da CUT no estado, antes de ajudar a criar o PSTU. Sua vice é Valéria Félix (PSTU).
Jornalista e ativista de direitos humanos, Ivan Moraes foi vereador do Recife por dois mandatos, período em que apresentou projetos voltados à acessibilidade e participou de movimentos sociais como o Ocupe Estelita.
É candidato ao governo estadual pela primeira vez.
Conhecido como Professor Jeremias, é professor da rede estadual de ensino desde 2008 e funcionário do Banco do Brasil.
Foi escolhido como candidato do Democrata ao governo em convenção realizada no Recife, com Gilvan Costa como candidato ao Senado pela legenda.
Prefeito do Recife até deixar o cargo para concorrer ao governo, João Campos é filho do ex-governador Eduardo Campos e neto do histórico líder político Miguel Arraes.
Foi eleito deputado federal em 2018 e hoje preside nacionalmente o PSB. Seu programa de governo está estruturado em três eixos: pessoas, territórios e desenvolvimento, com propostas voltadas à redução das desigualdades sociais.
Advogada, Raquel Lyra foi prefeita de Caruaru por dois mandatos e deputada estadual antes de assumir o governo de Pernambuco em 2023, quando se tornou a primeira mulher a comandar o estado. Concorre à reeleição pelo PSD, com Priscila Krause novamente na vice.
Em agosto, o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) notificou a campanha da governadora por não ter apresentado, dentro do prazo, o plano de governo exigido no registro de candidatura, documento que passou a integrar o processo público.
Contador e influenciador digital, Renan Hallais integra a diretoria nacional do Movimento Brasil Livre (MBL) e concorre pela primeira vez a um cargo eletivo.
Natural do Rio de Janeiro e bisneto de pernambucanos, disputou uma vaga de vereador do Recife em 2024. Tem como vice o advogado Lucas Xavier.
Filiado ao Partido da Causa Operária (PCO) desde 2015, Victor Assis integra a direção nacional da legenda e compõe o Coletivo de Negros João Cândido.
Nasceu e sempre viveu no Recife. Apresenta a advogada Roberta Rita como vice em sua chapa.
Os planos de governo oficiais de cada candidato são registrados e disponibilizados para o público no sistema DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A corrida pelo cargo se concentrou, até aqui, em dois nomes: a governadora Raquel Lyra (PSD), que busca a reeleição, e o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB). As demais seis candidaturas aparecem hoje com 1% ou menos das intenções de voto nos levantamentos mais recentes.
O cenário vinha sendo favorável a Campos ao longo de 2025, mas mudou de figura neste ano.
Uma pesquisa Quaest, encomendada pela Genial Investimentos e divulgada no fim de julho, mostrou Lyra ultrapassando o adversário pela primeira vez na série histórica do instituto: ela foi de 24% em agosto de 2025 para 43% em julho de 2026, enquanto Campos caiu de 55% para 37% no mesmo período.
A aprovação da gestão de Lyra também subiu, de 62% para 68%, entre abril e julho.
O movimento é atribuído à condição de titular da governadora, que tem ampliado presença no interior do estado e associado sua candidatura a entregas concretas de obras e investimentos.
João Campos, por sua vez, tem reforçado publicamente sua proximidade com o presidente Lula (PT) para tentar recuperar o apoio de eleitores petistas, que migrou parcialmente para Lyra nas últimas pesquisas.
O primeiro turno das Eleições Gerais de 2026 está marcado para domingo, 4 de outubro, com votação das 8h às 17h em todo o país, no horário oficial de Brasília, conforme a Resolução TSE nº 23.760/2026.
Caso nenhum candidato alcance a maioria dos votos válidos, um eventual segundo turno acontece em 25 de outubro.
Além do governo estadual, os pernambucanos elegem no mesmo dia o presidente e o vice-presidente da República, dois senadores, deputados federais e deputados estaduais.