Ao todo, serão dez pessoas especialistas no assunto convidadas pelo ministro Nunes Marques (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
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Publicado em 12 de agosto de 2026 às 22h35.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou neste mês de agosto a criação do “Conselho Consultivo sobre Integridade Informacional nas Eleições 2026”. O intuito dos magistrados é aumentar o controle sobre a desinformação e o uso indevido de Inteligência Artificial (IA) nas campanhas eleitorais.
Oficialmente, a missão do novo órgão é auxiliar em atividades voltadas à proteção da legitimidade e da normalidade do processo eleitoral. O grupo será composto por especialistas em diversas áreas relevantes para o combate à desinformação e que serão selecionados pela Presidência do TSE.
De acordo com a publicação no Diário Oficial da União, serão escolhidos:
Especialista em tecnologia e inteligência artificial;
Especialista em segurança pública e criminalidade organizada;
Profissional com reconhecida atuação nas áreas de comunicação social e imprensa;
Especialista em administração pública e orçamento;
Profissional da área da saúde pública e proteção do eleitor;
Jurista com reconhecida atuação em direito constitucional ou eleitoral;
Especialista em diplomacia e relações internacionais;
Representante da academia ou da comunidade científica;
Representante da sociedade civil ou do meio artístico; e
Especialista em inclusão, sustentabilidade ou promoção de direitos fundamentais
Os participantes selecionados não serão remunerados e devem se comprometer em manter o sigilo das informações e dados sensíveis dos quais terão acesso devido à função designada por Nunes Marques.
Entre as obrigações do novo Conselho estão:
Realizar estudos e propor medidas voltadas ao fortalecimento da integridade informacional do processo eleitoral;
Acompanhar fenômenos relacionados à desinformação, ao uso indevido de inteligência artificial, à manipulação de conteúdo digital e à disseminação coordenada de informações falsas ou descontextualizadas;
Sugerir estratégias de cooperação institucional entre a Justiça Eleitoral, órgãos públicos, entidades privadas, comunidade acadêmica e sociedade civil;
Apresentar recomendações destinadas ao aperfeiçoamento das ações de prevenção e enfrentamento à desinformação eleitoral;
Subsidiar a Presidência do Tribunal em temas relacionados à proteção da legitimidade, da normalidade e da transparência das eleições;
Propor ações educativas e iniciativas de conscientização sobre cidadania digital e integridade informacional; e
Emitir pareceres, notas técnicas e recomendações sobre matérias submetidas à sua apreciação pela Presidência do Tribunal.
Segundo a publicação oficial, esse grupo se reunirá presencialmente uma vez por mês. A previsão de conclusão dos serviços é para dezembro deste ano.