Eric Dane: ator morreu após enfrentar uma batalha contra esclerose lateral amiotrófica (ELA) (Scott Garfield/Disney General Entertainment Content via Getty Images)
Repórter
Publicado em 20 de fevereiro de 2026 às 00h08.
A esclerose lateral amiotrófica (ELA) é uma doença neurológica degenerativa que atinge os neurônios motores — células responsáveis por controlar os movimentos voluntários dos músculos. A condição provoca fraqueza e atrofia muscular progressivas e, em geral, não compromete a capacidade intelectual e cognitiva.
Eric Dane, ator conhecido por seu papel como o cirurgião plástico Dr. Mark Sloan em Grey's Anatomy, morreu nesta quinta-feira, 19, após uma batalha contra a ELA.
Segundo a família, ele passou seus últimos dias cercado por amigos próximos, pela esposa e pelas duas filhas, Billie e Georgia. Ao longo da doença, tornou-se um defensor da conscientização e da pesquisa sobre a ELA, com o objetivo de ajudar outras pessoas que enfrentam o mesmo diagnóstico.
A família afirmou que o ator era grato pelo carinho dos fãs e pediu privacidade neste momento.
Dane anunciou em abril de 2025 que havia sido diagnosticado com a doença. Ele relatou que o processo até chegar ao diagnóstico foi longo e exaustivo, após passar por vários especialistas e realizar sucessivos exames até que um neurologista confirmasse a ELA.
Com o avanço do quadro, Dane passou a relatar publicamente a progressão dos sintomas e contou que já tinha apenas um braço em funcionamento e estava perdendo força no corpo.
Mesmo com a piora da condição, o ator seguiu trabalhando e participou das gravações da terceira temporada da série Euphoria.
A ELA provoca a degeneração dos neurônios motores no cérebro, no tronco encefálico e na medula espinhal. É uma doença progressiva, que piora ao longo do tempo, sem períodos de remissão e sem cura conhecida.
Em estágios avançados, comprometimento da respiração, exigindo suporte ventilatório.
O diagnóstico é clínico, baseado no histórico do paciente, no exame neurológico e na exclusão de outras doenças. São utilizados exames como eletroneuromiografia, exames de sangue e de imagem e, em alguns casos, biópsia muscular.
O processo costuma ser demorado, pois os sintomas iniciais são sutis e podem ser confundidos com outras condições.
Não existe cura para a ELA. O tratamento busca retardar a progressão da doença e aliviar os sintomas. Medicamentos como o riluzol podem prolongar a sobrevida e reduzir a velocidade da perda de força muscular.
O cuidado é multidisciplinar, envolvendo neurologista, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, nutricionista e psicólogo, entre outros profissionais, para preservar mobilidade, comunicação, alimentação e respiração pelo maior tempo possível.
Com a progressão, a ELA leva a incapacidade motora importante e, em geral, à morte por complicações respiratórias.