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Irã diz que será o responsável pela segurança de Ormuz sob 'nova ordem e sem estrangeiros'

O governo do Paquistão afirmou que espera sediar 'em breve' uma nova rodada de negociações entre as partes

Estreito de Hormuz: bloqueio pressiona petróleo, gás e fertilizantes. (Stock/Getty Images)

Estreito de Hormuz: bloqueio pressiona petróleo, gás e fertilizantes. (Stock/Getty Images)

EFE
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Agência de Notícias

Publicado em 24 de maio de 2026 às 11h15.

As Forças Armadas do Irã afirmaram neste domingo que serão responsáveis pela segurança do Golfo Pérsico e do estreito de Ormuz sob uma “nova ordem regional e mundial” e “sem presença estrangeira”. A declaração ocorre em meio à aproximação entre Teerã e Washington em torno de um possível acordo de paz que poderia aliviar a navegação na região.

“Advertimos aos inimigos que os planos e estratégias do líder supremo (Mojtaba Jameneí) para a gestão do Golfo Pérsico e do estreito de Ormuz garantirão o futuro da região e a nova ordem regional e mundial sob a estratégia de um ‘Irã forte’, no qual os estrangeiros não terão lugar”, afirmou o comandante do Quartel-General Central Jatam al Anbiya, general Ali Abdolahi, em comunicado divulgado pela agência Tasnim.

O militar também declarou que o país dará uma resposta “dura e infernal” a qualquer agressão, enquanto Irã e Estados Unidos afirmam ter avançado nas negociações para um possível acordo de paz.

Memorando para encerrar o conflito

No sábado, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Ismail Bagaei, afirmou que as partes estão finalizando um memorando de entendimento para encerrar o conflito. A informação foi confirmada posteriormente pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que indicou que o acordo incluirá a reabertura do estreito de Ormuz e deverá ser anunciado “em breve”.

Atualmente, o Irã mantém parcialmente bloqueado o estreito de Ormuz, uma rota estratégica por onde transitava cerca de 20% do petróleo e do gás mundial antes da guerra iniciada por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro. O país busca consolidar sua jurisdição sobre a passagem marítima.

Como resposta ao bloqueio, os Estados Unidos impuseram um cerco naval a portos e embarcações iranianas desde 13 de abril.

Segundo a agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária, o memorando em negociação prevê a retomada do volume de tráfego marítimo no estreito aos níveis anteriores ao conflito, sob controle iraniano.

O Irã também exige a suspensão temporária das sanções petrolíferas e a liberação de parte dos recursos financeiros congelados no exterior como condição para formalizar o acordo. A questão do programa nuclear ficaria para uma etapa posterior, com prazo de negociação de 60 dias após a assinatura do pacto.

O governo do Paquistão confirmou neste domingo que espera sediar, “em breve”, a próxima rodada de negociações entre Washington e Teerã, em Islamabad, após uma primeira tentativa realizada em abril que terminou sem acordo.

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