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Trump diz que EUA não têm pressa para fechar acordo com o Irã

Negociação prevê reabertura do Estreito de Ormuz e discussão sobre programa nuclear

 (BRENDAN SMIALOWSKI/AFP)

(BRENDAN SMIALOWSKI/AFP)

Publicado em 24 de maio de 2026 às 13h07.

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Donald Trump afirmou neste domingo, 24, que os Estados Unidos não pretendem acelerar as negociações com o Irã para fechar um acordo definitivo sobre o conflito entre os dois países..

Em publicação na rede Truth Social, Trump disse ter orientado seus representantes a não agirem com pressa nas conversas diplomáticas. Segundo o presidente americano, "o tempo está a nosso favor".

O republicano também afirmou que o bloqueio imposto ao Irã "continuará em pleno vigor" até a assinatura de um acordo formal com Teerã. As restrições americanas aos portos iranianos estão em vigor desde 13 de abril, após o governo iraniano praticamente interromper o tráfego no Estreito de Ormuz em resposta aos ataques realizados por Estados Unidos e Israel contra o território iraniano no fim de fevereiro.

"Ambos os lados devem ter calma e fazer tudo certo. Não pode haver erros! Nossa relação com o Irã está se tornando muito mais profissional e produtiva", escreveu o presidente norte-americano.

Casa Branca espera acordo nos próximos dias

Segundo o portal Axios, integrantes do governo americano acreditam que o acordo poderá ser assinado nos próximos dias, e não neste domingo, como vinha sendo especulado.

De acordo com um alto funcionário da administração Trump, o líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, já teria aprovado as linhas gerais do entendimento, embora detalhes ainda precisem ser finalizados. O governo americano avalia que o processo de tomada de decisão dentro do regime iraniano ocorre de forma lenta.

Informações divulgadas pela imprensa indicam que a minuta do acordo prevê a reabertura do Estreito de Ormuz, o alívio das sanções econômicas contra o Irã, o desbloqueio de recursos iranianos no exterior e a extensão por 60 dias do cessar-fogo atual.

Durante esse período, Washington e Teerã negociariam um acordo mais amplo para limitar o programa nuclear iraniano.

Negociação enfrenta resistência

As declarações de Trump ocorreram em meio à resistência de parlamentares americanos ao acordo em discussão.

Senadores republicanos aliados ao presidente criticaram as concessões que os Estados Unidos estariam dispostos a fazer e questionaram os objetivos da ofensiva militar lançada contra o Irã no fim de fevereiro, argumentando que Teerã poderia sair politicamente fortalecido.

No sábado, 23, Trump afirmou que o acordo estava "em grande parte negociado", embora ainda dependesse de formalização.

Do lado iraniano, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, declarou à televisão estatal que as duas partes estão próximas de assinar um memorando de entendimento com 14 cláusulas.

Rubio rejeita críticas sobre programa nuclear

Em viagem oficial à Índia, o secretário de Estado americano Marco Rubio saiu em defesa da proposta negociada pela Casa Branca.

Rubio classificou como "absurda" a ideia de que o governo Trump aceitaria um acordo que fortalecesse as capacidades nucleares do Irã.

Segundo ele, o presidente americano não permitirá que Teerã saia das negociações em posição mais favorável em relação às suas ambições nucleares.

*Com informações da AFP e da EFE

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