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Os mísseis dos EUA estão acabando? Trump responde

Trump também afirmou acreditar que ainda há espaço para uma solução diplomática com Teerã

Donald Trump: o presidente dos EUA fala com jornalistas a bordo do Air Force One (Mandel Ngan/AFP)

Donald Trump: o presidente dos EUA fala com jornalistas a bordo do Air Force One (Mandel Ngan/AFP)

Paloma Lazzaro
Paloma Lazzaro

Estagiária de jornalismo

Publicado em 27 de julho de 2026 às 16h53.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou nesta segunda-feira, 27, a possibilidade de as Forças Armadas do país estarem com seu arsenal próximo ao esgotamento. As afirmações do republicano ocorrem após a mídia norte-americana noticiar que há preocupações em Washington com o número de mísseis ainda disponível para uso militar após cinco meses de guerra no Irã.

Questionado por jornalistas a bordo do Air Force One sobre uma eventual escassez de munições, Trump rejeitou a hipótese e afirmou que o país ainda dispõe de amplo estoque. "Temos muita munição. Temos muita munição de nível intermediário também, mais do que poderíamos usar, aconteça o que acontecer", disse.

Em outra declaração feita durante o voo, o presidente voltou ao tema e reconheceu que gostaria de ampliar ainda mais o arsenal americano, mas atribuiu parte da pressão sobre os estoques ao apoio militar prestado à Ucrânia.

O Wall Street Journal havia noticiado mais cedo nesta segunda-feira que integrantes do governo americano demonstram preocupação com o ritmo de consumo de mísseis ao longo do conflito com o Irã.

Em cinco meses de guerra, as Forças Armadas dos Estados Unidos utilizaram um grande volume de armamentos tanto em ataques ofensivos quanto na interceptação de projéteis iranianos.

Arsenal dos EUA não é divulgado

De acordo com a publicação, autoridades evitam divulgar o tamanho dos estoques remanescentes por considerarem essas informações estratégicas. Revelar os números poderia expor vulnerabilidades militares não apenas diante do Irã, mas também de países como Rússia, China e Coreia do Norte.

O jornal destaca que os estoques de munições sempre foram tratados como informação sigilosa, inclusive em períodos de paz.

Outro fator que preocupa o governo é o tempo necessário para repor os arsenais. Conforme especialistas citados pelo periódico, a fabricação de um novo míssil pode levar entre três e cinco anos, dependendo do modelo. Embora a Casa Branca e o Pentágono pressionem empresas do setor de defesa para acelerar a produção, há limitações industriais que impedem uma reposição rápida.

Ainda segundo o Wall Street Journal, existe apreensão de que uma eventual escalada do conflito com o Irã aumente ainda mais a pressão sobre os estoques de munições, levando autoridades americanas a discutir alternativas para preservar a capacidade militar do país.

Trump mantém discurso otimista sobre o Irã

Durante a viagem, Trump também afirmou acreditar que ainda há espaço para uma solução diplomática com Teerã.

"Tenho muita paciência. Veremos o que acontece. Acho que há boas chances de que algo possa acontecer", disse.

Apesar do otimismo, o presidente advertiu que os Estados Unidos voltarão a realizar bombardeios caso as negociações fracassem."Se isso não acontecer, voltaremos a fazer o que estávamos fazendo há dois dias", afirmou.

Trump ainda declarou que líderes iranianos solicitaram uma reunião com Washington, alegando que o pedido ocorreu porque os Estados Unidos teriam atingido o país "com muita força".

O governo iraniano, no entanto, afirmou nesta segunda-feira que atualmente não mantém negociações com os americanos.

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