Diabetes Gestacional: Alterações hormonais da gestação podem elevar a glicemia sem sinais evidentes. Exames de rotina são essenciais para o diagnóstico (Reprodução / @isascherer/Instagram)
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Publicado em 27 de julho de 2026 às 20h19.
O relato de Isa Scherer, vencedora do MasterChef 2021 e filha do ex-nadador Fernando Scherer, o Xuxa, sobre o diagnóstico de diabetes gestacional colocou um tema importante em evidência. A condição costuma surgir durante a gravidez, geralmente sem sintomas, e pode trazer riscos para a gestante e para o bebê quando não recebe acompanhamento adequado.
Grávida do terceiro filho, Tom, a influenciadora revelou que passou a seguir uma rotina com alimentação equilibrada, prática de exercícios físicos e aplicações diárias de insulina para controlar os níveis de glicose.
Com o avanço da gestação, a placenta passa a produzir hormônios que reduzem a eficácia da insulina, responsável por transportar a glicose do sangue para o interior das células. Esse processo pode elevar os níveis de açúcar no sangue e favorecer o desenvolvimento da diabetes gestacional. Para manter a glicose sob controle, o organismo precisa produzir uma quantidade maior desse hormônio. Quando essa compensação não acontece, os níveis de açúcar no sangue se elevam.
O diagnóstico está relacionado às alterações metabólicas da gestação e a uma combinação de fatores, como predisposição genética, ganho de peso e estilo de vida. O consumo de doces, isoladamente, não explica o desenvolvimento da doença.
Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, a diabetes gestacional afeta cerca de 18% das gestações no Brasil. Em escala global, estima-se que um em cada seis bebês seja filho de uma mulher que apresentou níveis elevados de glicose durante a gravidez.
Um dos principais desafios é que a diabetes gestacional, na maior parte dos casos, não provoca sintomas claros. Sede intensa ou aumento da frequência urinária podem acontecer, mas esses sinais também fazem parte da gravidez e não servem como critério para identificar a doença.
Por esse motivo, os exames de rastreamento durante o pré-natal são recomendados para todas as gestantes, incluindo mulheres jovens e sem fatores de risco aparentes.
Quando a glicemia permanece elevada ao longo da gestação, a diabetes gestacional pode provocar complicações para a gestante e para o bebê.
Durante a gravidez, a mãe fica mais suscetível a doenças hipertensivas, como a pré-eclâmpsia, além de apresentar maior risco de parto prematuro.
Para o bebê, o excesso de glicose no sangue materno atravessa a placenta e estimula o pâncreas fetal a produzir mais insulina. Esse processo favorece um crescimento acima do esperado, podendo resultar em macrossomia, quando o recém-nascido pesa mais de quatro quilos, ou em episódios de hipoglicemia nas primeiras horas após o parto, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes.