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Guerra entra EUA e Irã entra no 9º dia consecutivo de ataques e tensão em Ormuz

Conflito amplia risco para a navegação no Estreito de Ormuz, eleva os preços do petróleo e deixa ao menos 17 militares americanos mortos desde o início da guerra

Guerra no Oriente Médio: Estados Unidos e Irã chegam ao nono dia seguido de ataques, enquanto tensão no Estreito de Hormuz mantém pressão sobre o mercado de petróleo. (GettyImages)

Guerra no Oriente Médio: Estados Unidos e Irã chegam ao nono dia seguido de ataques, enquanto tensão no Estreito de Hormuz mantém pressão sobre o mercado de petróleo. (GettyImages)

Publicado em 20 de julho de 2026 às 06h14.

Última atualização em 20 de julho de 2026 às 06h27.

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A guerra entre Estados Unidos e Irã entrou no nono dia consecutivo de ataques nesta segunda-feira, 20, sem sinais de desescalada.

Durante a madrugada, forças americanas realizaram uma nova rodada de bombardeios contra alvos militares iranianos, enquanto Teerã respondeu com ataques contra bases dos EUA na Jordânia, no Kuwait e na Síria. A escalada do conflito também voltou a afetar o mercado de energia, com o petróleo Brent superando os US$ 90 por barril.

Segundo o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), a nova ofensiva teve como objetivo reduzir a capacidade do Irã de atacar embarcações comerciais no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo. As forças americanas não divulgaram quais instalações foram atingidas.

A Guarda Revolucionária Islâmica afirmou ter lançado mísseis balísticos contra ativos militares americanos no aeroporto de Aqaba, na Jordânia, além de bases no Kuwait e na Síria. Sirenes também soaram no Bahrein, enquanto o Exército kuwaitiano informou ter interceptado drones iranianos.

O governo iraniano também afirmou que dois petroleiros explodiram e ficaram imobilizados após tentarem atravessar uma rota alternativa no sul do Estreito de Ormuz. Segundo Teerã, as embarcações teriam seguido orientações das forças americanas para utilizar a passagem.

A Guarda Revolucionária voltou a afirmar que o estreito permanecerá inseguro enquanto continuarem as operações militares dos Estados Unidos na região e alertou que o transporte de petróleo e gás seguirá ameaçado.

Tráfego marítimo diminui e petróleo sobe

Os reflexos sobre a navegação já começaram a aparecer. Segundo a Bloomberg, dados da LSEG mostram que apenas quatro embarcações cruzaram Ormuz no domingo, metade do volume registrado no dia anterior. Mesmo assim, alguns petroleiros continuam entrando na região para carregar petróleo.

A escalada militar impulsionou os preços da commodity. O barril do Brent voltou a superar os US$ 90 nesta segunda-feira, refletindo o receio de interrupções no fornecimento global de energia.

Apesar da continuidade dos ataques, autoridades iranianas afirmaram que mediadores, entre eles Catar e Paquistão, voltaram a apresentar propostas para retomar as negociações. O governo iraniano disse que permanece aberto a uma solução diplomática, mas reiterou que não aceitará discutir um acordo enquanto estiver sob ataques militares.

Do lado americano, o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que os Estados Unidos continuarão a atacar posições iranianas enquanto Teerã mantiver ofensivas contra a navegação comercial em Ormuz. Segundo Rubio, Washington continua disposto a buscar uma solução diplomática caso os ataques cessem.

Balanço da guerra

O conflito começou em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva contra instalações ligadas aos programas nuclear e de mísseis do Irã. Desde então, milhares de pessoas morreram, principalmente em território iraniano e no Líbano.

Segundo o Pentágono, 17 militares americanos morreram desde o início da guerra e mais de 420 ficaram feridos. Autoridades iranianas afirmam que os bombardeios americanos mais recentes deixaram mais de 50 mortos e cerca de 500 feridos, números que não puderam ser verificados de forma independente.

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