Convenções partidárias: Siglas começam a marcar datas (Divulgação/PT)
Colaboradora
Publicado em 20 de julho de 2026 às 06h00.
A partir desta segunda-feira, 20 de julho, os partidos políticos entram em uma das fases mais importantes do calendário eleitoral de 2026. É nesse período que as legendas realizam as convenções partidárias, eventos em que oficializam os candidatos que disputarão cargos eletivos, definem eventuais coligações e homologam as chapas que serão registradas na Justiça Eleitoral.
As convenções seguem até 5 de agosto, conforme o calendário aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Somente após essa etapa os candidatos podem solicitar o registro de suas candidaturas para poderem disputar as eleições de outubro.
Boa parte das pré-candidaturas já está consolidada, assim como muitas disputas já estão desenhadas. Ainda assim, os eleitores de alguns estados ainda estão aguardando as convenções para vislumbrar os próximos anos.
Além da confirmação dos nomes que disputarão a Presidência da República, os partidos irão definir candidatos a governador, vice-governador, senador e deputados federais e estaduais em diversas unidades da Federação.
As convenções partidárias funcionam como a etapa formal de escolha dos candidatos. Durante as reuniões, os membros de cada legenda deliberam sobre a homologação das candidaturas, aprovam a composição das chapas e definem eventuais alianças autorizadas pela legislação eleitoral.
Após a convenção, os partidos podem apresentar os pedidos de registro das candidaturas à Justiça Eleitoral dentro do prazo previsto no calendário do TSE.
Na disputa pelo Palácio do Planalto, algumas convenções nacionais já têm data marcada.
O Partido dos Trabalhadores (PT) anunciou para 2 de agosto, em São Paulo, a convenção que deverá oficializar a candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A expectativa é de que a legenda também confirme Geraldo Alckmin (PSB) como candidato a vice-presidente, repetindo a chapa vencedora de 2022.
O Partido Liberal (PL) marcou sua convenção nacional para 25 de julho, também em São Paulo, quando deverá homologar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência. A legenda ainda não anunciou oficialmente quem ocupará a vaga de vice na chapa, o que provavelmente será decidido até o evento pelo alto escalão do partido.
Já o Partido Missão programou sua convenção para 1º de agosto, quando deve oficializar a candidatura presidencial de Renan Santos e confirmar a composição da chapa anunciada pela legenda.
O Partido Social Democrata (PSD) do ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado, marcou sua convenção para o dia 26 de julho. No dia seguinte é a vez do Partido Novo, do presidenciável Romeu Zema, em 27 de julho.
Outros partidos ainda não divulgaram oficialmente as datas de suas convenções nacionais.
As convenções também serão decisivas para as disputas estaduais.
Em Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do país, por exemplo, o cenário para o governo permanece pulverizado, sem um favorito consolidado nas pesquisas divulgadas até o momento.
As convenções deverão confirmar quais pré-candidatos efetivamente disputarão o Palácio Tiradentes, e quais partidos optarão por alianças ou desistências. Portanto, os partidos têm até o dia 20 para repensar a estratégia.
Situação semelhante ocorre em outros estados, onde ainda há negociações para composição de chapas, definição de candidatos ao Senado e escolha dos vices.
Encerrada a fase das convenções, os partidos iniciam o processo de registro das candidaturas na Justiça Eleitoral. Somente após o deferimento dos registros os candidatos passam a integrar oficialmente a disputa eleitoral.
Embora as convenções normalmente confirmem nomes que já vinham sendo trabalhados pelos partidos, elas também podem consolidar alianças, formalizar substituições de candidatos e definir chapas que ainda estavam em negociação, alterando o cenário eleitoral às vésperas do início da campanha.