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EUA confirmam dois militares mortos na Jordânia em ataque iraniano com mísseis e drones

Um soldado segue desaparecido e outros quatro foram hospitalizados após Teerã intensificar bombardeios contra instalações civis no Kuwait

Uma ponte gravemente danificada por um ataque americano é vista na estrada que liga Roudan a Bandar Abbas, no sul do Irã, em 18 de julho (AFP)

Uma ponte gravemente danificada por um ataque americano é vista na estrada que liga Roudan a Bandar Abbas, no sul do Irã, em 18 de julho (AFP)

Sofia Schuck
Sofia Schuck

Repórter de ESG

Publicado em 18 de julho de 2026 às 16h49.

Última atualização em 18 de julho de 2026 às 16h52.

Dois militares dos Estados Unidos morreram e um terceiro está desaparecido em combate na Jordânia, depois que forças americanas e de países parceiros repeliram uma onda de mísseis balísticos e drones disparados pelo Irã na sexta-feira, 17, informou o Comando Central dos EUA.

Outros quatro soldados foram levados a hospitais jordanianos. São as primeiras baixas militares americanas desde que os confrontos com Teerã foram retomados em 7 de julho.

A escalada ocorre em meio a uma nova onda de ataques iranianos contra infraestruturas civis no Golfo. Neste sábado, 18, o Irã atingiu instalações no Kuwait pelo segundo dia seguido e autoridades relataram danos graves a uma unidade petrolífera, incêndio no local e a paralisação de linhas de produção em uma usina elétrica e em uma planta de dessalinização, que já havia sido alvo na véspera.

O Conselho de Cooperação do Golfo classificou os ataques a alvos civis como "crimes de guerra".

Também na madrugada deste sábado, cidades iranianas voltaram a ser bombardeadas. A ministra de Rodovias e Desenvolvimento Urbano, Farzaneh Sadegh, acusou os EUA de mirar vias de transporte do país, enquanto autoridades da província de Hormozgan, que margeia o Estreito de Ormuz, disseram que ataques americanos destruíram uma estação de bombeamento de água do mar e um transformador de uma planta de dessalinização na região.

Segundo o próprio Pentágono, a ofensiva noturna teve como alvos pontos de vigilância, infraestrutura logística militar e depósitos subterrâneos de armas iranianos, sem menção a instalações civis.

Em reação às mortes de seus soldados, o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, prometeu neste sábado dar aos Estados Unidos uma "lição inesquecível", classificando a retomada dos ataques americanos como prova de que "a assinatura do presidente dos Estados Unidos não vale nada".

Um assessor do aiatolá já havia alertado, na véspera, que Teerã poderia entrar em "fase de ofensiva total" caso os bombardeios americanos persistissem por mais dois ou três dias.

O conflito, iniciado em 28 de fevereiro com uma ofensiva conjunta de Israel e Estados Unidos contra o Irã, havia sido interrompido por um cessar-fogo em abril, mas a violência atingiu novos patamares desde a ruptura do acordo no início de julho.

Os confrontos diários entre as partes vêm acompanhados de incidentes marítimos no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do comércio mundial de combustíveis fósseis.

A Guarda Revolucionária iraniana afirmou ter interceptado, com drones e mísseis, quatro navios que tentavam cruzar o estreito sem autorização, e disse que dois petroleiros pegaram fogo ao colidir com minas na região, mas versão foi negada pelo Comando Central dos EUA.

Com a via novamente praticamente paralisada, os Estados Unidos retomaram o bloqueio a portos iranianos que havia sido suspenso após o acordo de junho.

*Com informações da AFP

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