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Dubai planeja construir novo porto nos Emirados Árabes para contornar o estreito de Ormuz

Projeto em Fujairah busca reduzir a dependência do porto de Jebel Ali e criar uma rota alternativa ao estreito de Ormuz

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 13 de julho de 2026 às 16h42.

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Dubai estuda ampliar sua infraestrutura portuária com a construção de um novo porto e de um terminal de contêineres no emirado de Fujairah, na costa leste dos Emirados Árabes Unidos. A informação foi publicada nesta segunda-feira pelo jornal "Financial Times". O objetivo é reduzir a dependência do porto de Jebel Ali e criar uma alternativa à rota que passa pelo estreito de Ormuz.

Conforme o "Financial Times", o empreendimento será conduzido pela DP World, operadora portuária controlada pelo governo de Dubai. A empresa negocia com autoridades locais a implantação de um porto multifuncional e de um terminal de contêineres na área portuária já existente em Fujairah.

O plano integra a estratégia dos Emirados Árabes Unidos para fortalecer sua estrutura logística após a guerra entre Estados Unidos e Irã. O conflito provocou o fechamento temporário do estreito de Ormuz e afetou o fluxo de embarcações na região.

Segundo o "Financial Times", a nova estrutura permitirá que cargas em contêineres sejam movimentadas por meio do golfo de Omã, sem a necessidade de cruzar o estreito de Ormuz. Depois do desembarque, os contêineres seguirão por rodovias até Dubai, Abu Dhabi e outras áreas do golfo Pérsico.

A publicação afirma que a redistribuição de parte da capacidade portuária para Fujairah representa uma mudança na estratégia logística do país. Atualmente, o desenvolvimento dos Emirados como centro internacional de comércio e reexportação está diretamente ligado ao porto de Jebel Ali.

Ainda de acordo com o "Financial Times", o movimento no porto de Jebel Ali, considerado o maior terminal de contêineres do Oriente Médio, recuou entre 90% e 95% durante o período em que o Irã fechou o estreito de Ormuz. O cenário acelerou a busca por rotas alternativas para o transporte marítimo.

As conversas entre a DP World e o governo permanecem em estágio inicial, informa o jornal. Até o momento, não há definição sobre o modelo de financiamento nem sobre o formato do projeto. Apesar disso, um executivo da companhia ouvido pelo veículo afirmou que as novas instalações poderão entrar em operação em “aproximadamente um ano e meio”.

A DP World não confirmou os detalhes do empreendimento. Em declaração ao "Financial Times", a empresa informou apenas que trabalha em planos para “diversificar suas operações” com o objetivo de reduzir os impactos de futuras interrupções no comércio marítimo.

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