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Marca de Victoria Beckham tem primeiro lucro operacional e cresce 15%

Após anos no vermelho, grife de Victoria Beckham aposta no luxo silencioso para crescer

Victoria Beckham: marca da ex-Spice Girl registra primeiro lucro operacional desde 2008. (JP Yim/Getty Images)

Victoria Beckham: marca da ex-Spice Girl registra primeiro lucro operacional desde 2008. (JP Yim/Getty Images)

Ana Luiza Serrão
Ana Luiza Serrão

Repórter de Invest

Publicado em 6 de setembro de 2026 às 12h13.

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A Victoria Beckham Holdings, empresa de moda e beleza criada pela ex-Spice Girl Victoria Beckham, registrou seu primeiro lucro operacional desde a fundação, em 2008. O resultado marca uma virada para a companhia em um momento de maior cautela dos consumidores com produtos de alto padrão.

A empresa encerrou o ano passado com lucro operacional de £ 7,3 milhões. Em 2024, havia registrado prejuízo de £ 1,6 milhão. A melhora foi impulsionada por um controle rigoroso de custos. A receita também avançou e chegou a £ 129,8 milhões ou US$ 175,8 milhões em 2025, uma alta anual de 15%.

Demanda por moda sustenta crescimento

A marca de moda foi beneficiada pela demanda por peças de alfaiataria, roupas para ocasiões especiais e itens para o dia a dia com posicionamento premium. A divisão de beleza teve um dos melhores desempenhos de sua história. A empresa destacou, especialmente, a procura por sua linha de bases.

Com o resultado de 2025, a Victoria Beckham Holdings completou seu quinto ano consecutivo de crescimento de receita na casa de dois dígitos. A companhia afirmou que essa tendência continuou no primeiro semestre deste ano.

O desempenho ocorre em um cenário desafiador para o mercado de luxo. Consumidores vêm reduzindo gastos diante do aumento do custo de vida e das incertezas geopolíticas relacionadas à guerra no Oriente Médio, que também afetaram o movimento no polo de compras de Dubai.

Marca aposta no "luxo silencioso"

A Victoria Beckham se posiciona em uma categoria conhecida pelo chamado "luxo silencioso", marcado por peças minimalistas e sem grandes logotipos. Esse segmento tem apresentado maior resistência recente do que marcas associadas a elementos mais chamativos.

Porém, a categoria ganhou força com marcas como The Row, fundada pelas gêmeas Olsen, e a grife de Phoebe Philo, que vêm conquistando consumidores de maior poder aquisitivo.

A pressão sobre o setor é visível também entre as maiores companhias globais de luxo. As ações da LVMH, dona da Louis Vuitton, e da Hermès caíram mais de 20% no acumulado de 2026, em meio à desaceleração da indústria.

Quem são os donos da marca

A Victoria Beckham Holdings é controlada majoritariamente por Victoria Beckham e pelo marido David Beckham. A NEO Investment Partners, que investe na empresa há nove anos, possui uma participação de 30%.

O fundo foi fundado por David Belhassen, que também ocupa o cargo de presidente da marca. A XIX Entertainment possui ainda uma participação minoritária na companhia, segundo um representante da empresa.

O desempenho financeiro da Victoria Beckham Holdings foi divulgado inicialmente pelo Financial Times e repercutido pela Bloomberg.

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