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EUA marcam nova data para divulgação do Payroll após 'shutdown'

O dado mais esperado desta semana precisou ser adiado diante da paralisação pelo Escritório de Estatísticas do Trabalho, que ficou sem orçamento

Relatório de empregos nos EUA será decisivo para o Fed (Shannon Stapleton/Reuters)

Relatório de empregos nos EUA será decisivo para o Fed (Shannon Stapleton/Reuters)

Publicado em 4 de fevereiro de 2026 às 14h46.

O aguardado relatório de empregos dos Estados Unidos, o Payroll de janeiro, já tem nova data para ser divulgado após o adiamento provocado pela paralisação parcial do governo americano nesta semana.

O documento será publicado na próxima quarta-feira, 11 de fevereiro, cinco dias depois da data originalmente prevista, informou nesta quarta, 4, o Escritório de Estatísticas do Trabalho (BLS, na sigla em inglês).

A divulgação foi afetada pelo shutdown parcial do governo, que deixou o BLS temporariamente sem orçamento para operar, segundo informações da Dow Jones Newswires. Com isso, investidores e analistas ficaram momentaneamente sem uma das principais referências para avaliar a saúde do mercado de trabalho e da economia americana.

Um porta-voz do BLS confirmou ao Barron’s que o relatório não seria divulgado na data inicial e que as publicações seriam reagendadas assim que o financiamento fosse restabelecido. Apesar da retomada do cronograma, outros indicadores também sofreram alterações.

A Pesquisa de Vagas de Emprego e Rotatividade de Mão de Obra (Jolts, na sigla em inglês), que mede a abertura de postos de trabalho, será divulgada apenas na quinta, 5, após ter sido inicialmente programada para a terça, 3.

Já o índice de preços ao consumidor (CPI) de janeiro sairá em 13 de fevereiro, dois dias depois do previsto, assim como o relatório complementar que calcula os rendimentos reais.

Segundo shutdown em menos de um ano

O shutdown atual teve origem em um impasse político envolvendo a pauta de imigração. Parlamentares democratas se recusaram a aprovar recursos para o Departamento de Segurança Interna (DHS), em meio ao aumento da tensão após a morte de dois manifestantes durante operações de repressão à imigração conduzidas pelo governo de Donald Trump, em Minnesota.

O líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, afirmava que o partido busca "frear o ICE e pôr fim à violência", além de defender que agentes federais deixem de usar balaclavas durante as operações. O ICE é o serviço de imigração e fiscalização aduaneira dos Estados Unidos.

Ontem, a Câmara dos EUA aprovou uma série de leis orçamentárias que estavam pendentes, encerrando o segundo "shutdown" do governo Trump. No mesmo dia, o presidente assinou a lei que encerra a paralisação parcial do governo federal, que durou quase quatro dias.

Analistas avaliavam que o impacto da paralisação seria limitado, uma vez que o impasse poderia ser resolvido rapidamente, em um cenário bem diferente do shutdown recorde de 43 dias registrado entre outubro e novembro de 2025.

O que se sabe sobre o mercado de trabalho dos EUA

Economistas consultados pela Dow Jones projetam que o relatório de empregos não agrícolas mostre a criação de 60 mil vagas em janeiro, após um aumento de 50 mil em dezembro, com a taxa de desemprego estável em 4,4%.

Na manhã desta quarta-feira, o Automatic Data Processing (ADP), em parceria com o Stanford Digital Economy Lab, divulgou que o setor privado dos Estados Unidos abriu 22 mil vagas de trabalho em janeiro.

O resultado ficou abaixo estimativa média dos analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que apontava para a abertura de 45 mil vagas.

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