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Votação do impeachment do presidente do São Paulo acontece nesta sexta

Presidente enfrenta acusação de gestão irregular e apuração da Polícia Civil sobre saques milionários

Julio Casares: presidente pode ser afastado do cargo pelo Conselho Deliberativo enquanto o clube enfrenta apurações e escândalos administrativos (Divulgação)

Julio Casares: presidente pode ser afastado do cargo pelo Conselho Deliberativo enquanto o clube enfrenta apurações e escândalos administrativos (Divulgação)

Publicado em 16 de janeiro de 2026 às 13h52.

Última atualização em 16 de janeiro de 2026 às 14h18.

O São Paulo enfrenta crise institucional com investigação policial, escândalos internos e votação de impeachment do presidente Julio Casares. Nesta sexta-feira, 16, o Conselho Deliberativo decide sobre o afastamento do dirigente.

De acordo com informações do Globo Esporte, o processo de impeachment acusa Casares de gestão irregular ou temerária. O pedido foi apresentado por 57 dos 255 conselheiros. Para aprovação, são necessários ao menos 191 votos favoráveis.

Caso o número seja atingido, o afastamento ocorre de forma imediata. A defesa do dirigente afirma que não há base jurídica para a destituição.

Investigação policial apura saques em dinheiro vivo

A crise política ocorre em paralelo a um inquérito da Polícia Civil de São Paulo que apura supostos crimes financeiros envolvendo a gestão entre 2021 e 2025. O São Paulo é tratado como vítima na investigação. Casares pode responder por associação criminosa, furto qualificado e apropriação indébita.

Segundo o inquérito, houve saques em dinheiro vivo que totalizam aproximadamente R$ 11 milhões. Inicialmente, funcionários do clube retiravam os valores. Depois, uma empresa de transporte assumiu a operação. O destino dos recursos não foi identificado.

No mesmo período, depósitos de cerca de R$ 1,5 milhão foram realizados na conta pessoal de Casares. A defesa afirma que os valores se referem ao trabalho do dirigente como publicitário antes da presidência e não possuem vínculo com os saques do clube.

O advogado do São Paulo argumenta que parte das despesas do futebol exige pagamento em espécie, como arbitragem e premiações a atletas. O clube contratou peritos para organizar documentos e comprovar a destinação dos valores.

Camarotes e disputas internas ampliam crise

Outra apuração envolve a exploração irregular de camarotes no Morumbi. O caso envolve os diretores Douglas Schwartzmann e Mara Casares, ex-esposa do presidente. Áudios divulgados mostram Douglas discutindo divisão de lucros. Ambos pediram licença dos cargos. As defesas negam irregularidades.

A crise interna ocorre após uma temporada sem títulos e marcada por outros episódios. Em 2025, dois jogadores receberam medicamentos emagrecedores comprados de fornecedor sem autorização sanitária, o que resultou na rescisão do contrato do nutrólogo responsável.

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