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Veja como será a votação do impeachment do presidente do SP

Polícia Civil apura saques de R$ 11 milhões, depósitos em espécie e suposto esquema de camarotes durante a gestão

Julio Casares: presidente pode ser afastado do cargo pelo Conselho Deliberativo enquanto o clube enfrenta apurações e escândalos administrativos (Divulgação)

Julio Casares: presidente pode ser afastado do cargo pelo Conselho Deliberativo enquanto o clube enfrenta apurações e escândalos administrativos (Divulgação)

Publicado em 16 de janeiro de 2026 às 18h59.

O São Paulo enfrenta uma sexta-feira decisiva com a votação do impeachment do presidente Julio Casares no Conselho Deliberativo. O processo ocorre em meio à crise institucional, investigação da Polícia Civil e denúncias envolvendo a gestão do clube.

De acordo com informações da ESPN, o encontro será realizado no Morumbis com votação secreta e formato híbrido. A primeira chamada está marcada para às 18h30 e a segunda, às 19h. Caso o impeachment seja aprovado, o vice-presidente Harry Massis Júnior assume o comando do São Paulo de forma imediata.

Impeachment no São Paulo e regras da votação

O pedido de destituição foi protocolado por 57 conselheiros sob alegação de gestão irregular. A defesa de Casares apresentou interpretação estatutária que elevou o quórum para 75% dos votos, o que gerou contestação interna e ação na Justiça.

A 3ª Vara Cível do Butantã determinou que a votação seja híbrida e que o impeachment pode ser aprovado com dois terços dos votos, desde que o quórum de 75% esteja presente. O Tribunal de Justiça manteve a liminar.

O que acontece após o impeachment no São Paulo?

Se o Conselho Deliberativo aprovar o afastamento, o caso segue para Assembleia Geral dos Sócios, etapa final do processo.

Os associados decidem se Casares é destituído do mandato, que vai até o fim de 2026, ou se retorna ao cargo.

Investigações da Polícia Civil

A crise política ocorre em paralelo a um inquérito da Polícia Civil que apura movimentações financeiras realizadas entre 2021 e 2025. No período, foram identificados saques de aproximadamente R$ 11 milhões das contas do clube e depósitos em espécie de cerca de R$ 1,5 milhão na conta pessoal do presidente.

A defesa de Casares nega irregularidades e afirma que parte dos pagamentos era realizada em dinheiro vivo antes da gestão.

Além da investigação financeira, o São Paulo enfrenta denúncias relacionadas à exploração irregular de camarotes no Morumbi, o que levou dois dirigentes a se licenciarem. O episódio ampliou a disputa política interna e intensificou o pedido de impeachment.

O desfecho da votação desta sexta define os próximos passos da crise institucional e o futuro político do São Paulo na temporada.

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