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Mais leve, experiente e campeão: como Messi chega à Copa de 2026

Campeão mundial em 2022, astro argentino se aproxima do Mundial de 2026 mais experiente, menos pressionado e ainda decisivo para a Argentina

Messi: Jogador é o astro da Argentina (Buda Mendes/Getty Images)

Messi: Jogador é o astro da Argentina (Buda Mendes/Getty Images)

Gabriella Brizotti
Gabriella Brizotti

Colaboradora

Publicado em 17 de maio de 2026 às 07h14.

Aos 39 anos, Lionel Messi se aproxima daquela que deve ser a última Copa do Mundo de uma carreira que marcou gerações, destruiu recordes e redefiniu o que significa ser decisivo no futebol. Depois de conquistar o mundo no Catar, em 2022, o camisa 10 chega ao Mundial de 2026 em um cenário completamente diferente: menos pressionado, mais seletivo fisicamente e carregando um status ainda mais importante dentro da Seleção Argentina.

Missão cumprida no maior palco do futebol

Se antes existia a cobrança eterna pelo título mundial, agora Messi chega na reta final rumo ao torneio com a sensação de missão cumprida. O troféu levantado em Doha encerrou uma perseguição que acompanhou o argentino durante praticamente toda a carreira. Desde então, cada convocação, gol e atuação passou a ser visto como parte dos últimos capítulos de sua trajetória.

A conquista de 2022 também mudou a forma como Messi é observado na Argentina. O jogador deixou de carregar sozinho a responsabilidade de “precisar vencer uma Copa”, e o estigma de ser considerado o ídolo de uma parcela da população, para se tornar um ídolo unânime.

Um novo Messi dentro de campo

Fisicamente, Messi já não atua da mesma maneira dos tempos de auge no Barcelona. O desgaste natural da idade mudou o atleta. Hoje, o argentino joga de maneira mais tranquila, administrando esforços e escolhendo os momentos certos para acelerar a partida.

Ainda assim, continua sendo o principal cérebro ofensivo da seleção argentina.

No Inter Miami, Messi encontrou um ambiente menos intenso fisicamente, mas ideal para preservar o corpo, pensando justamente nos grandes compromissos da seleção. A Major League Soccer permitiu ao atacante reduzir a carga de jogos em comparação ao calendário europeu.

Além disso, o clube norte-americano também oferece uma rotina mais controlada para recuperação física, algo cada vez mais importante para um atleta próximo dos 40 anos.

Uma Argentina mais forte coletivamente

Outro fator importante é o crescimento coletivo da Argentina. Diferentemente de outros Mundiais, quando Messi precisava resolver praticamente tudo sozinho, a atual geração oferece mais suporte ao camisa 10.

Jogadores como Julián Álvarez, Enzo Fernández, Alexis Mac Allister e Lautaro Martínez ajudam a dividir responsabilidades e tornam a equipe menos dependente exclusivamente do brilho individual de Messi.

Essa estrutura permite que o craque argentino chegue mais preservado aos momentos decisivos das partidas.

Existe também um componente emocional. A provável despedida de Messi em Copas transforma cada aparição em um evento histórico. Em 2006, ele surgiu como promessa. Em 2010 e 2018, carregou frustrações. Em 2014, bateu na trave. Em 2022, finalmente alcançou o topo do mundo.

Agora, em 2026, Messi entra em campo sem a pressão, mas com a chance de encerrar sua história nos Mundiais da maneira mais simbólica possível.

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