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Goleada do Brasil sobre o Panamá é sinal de hexa na Copa do Mundo?

Mudanças do intervalo transformam atuação da Seleção, mas goleada sobre rival frágil não basta para cravar candidatura ao hexa

seleção brasileira: comandados por Ancelotti, atletas conseguiram bom resultado contra o Panamá ( Foto: Rafael Ribeiro / CBF)

seleção brasileira: comandados por Ancelotti, atletas conseguiram bom resultado contra o Panamá ( Foto: Rafael Ribeiro / CBF)

Gabriella Brizotti
Gabriella Brizotti

Colaboradora

Publicado em 1 de junho de 2026 às 11h27.

O placar foi sedutor. Seis gols, Maracanã cheio, jogadores saindo do banco pedindo passagem e Carlo Ancelotti deixando o estádio com mais opções do que dúvidas.

Mas a goleada do Brasil sobre o Panamá, no penúltimo amistoso antes da Copa do Mundo, não transforma automaticamente a Seleção em favorita absoluta ao hexa — e nem deveria.

O 6 a 2 teve sinais positivos, é claro, principalmente pela reação da equipe depois do intervalo, mas também trouxe alertas que não podem ser escondidos atrás do placar elástico ou da fragilidade do adversário.

O primeiro tempo foi um lembrete disso. Mesmo com titulares e jogando em casa, o Brasil encontrou dificuldade para controlar a partida diante de um Panamá tecnicamente limitado.

A Seleção terminou os 45 minutos iniciais com menos posse de bola que o rival: 48% contra 52%. Houve equilíbrio no número de finalizações, oito para cada lado, e a equipe de Ancelotti esteve longe de transmitir domínio.

O início até foi animador, com Vinicius Junior abrindo o placar cedo, mas o Panamá não demorou a esfriar o ambiente, empatando a partida após desvio em Matheus Cunha. O Brasil retomou a vantagem antes do intervalo, mas sem convencer plenamente.

Mudanças de Ancelotti mudaram o jogo

Ancelotti já havia avisado que faria alterações em massa, e a segunda etapa mostrou por que esse tipo de teste pode ser valioso às portas de uma Copa. A entrada de praticamente um novo time transformou o comportamento da Seleção.

Lucas Paquetá e Danilo Santos deram outra fluidez ao meio-campo. Na frente, Rayan, Igor Thiago e Endrick aumentaram a intensidade, atacaram mais espaço e aceleraram uma equipe que parecia travada no primeiro tempo.

Os números ajudam a explicar a mudança. A posse de bola subiu para 61%, o Brasil dobrou o número de chutes na direção do gol e trocou cerca de 100 passes a mais na comparação com a etapa inicial, segundo dados do 365Scores.

Mais importante do que os números, porém, foi a sensação de energia diferente. O time ficou mais vertical, mais agressivo e mais confortável no ataque. Não por acaso, os gols começaram a sair em sequência.

Vitória cria dúvida boa, não certeza de hexa

Talvez o principal saldo da noite nem tenha sido a goleada, mas a nova dor de cabeça de Ancelotti.

Antes do amistoso, o italiano não escondeu sua preferência por uma base titular. Só que a atuação do segundo tempo embaralhou algumas certezas. O próprio treinador admitiu isso depois da partida.

“Passa pela minha cabeça a possibilidade de mudar a equipe, a estratégia. O jogo da segunda parte coloca mais dúvidas. Isso para mim é bom, é importante ter dúvida positiva”, afirmou.

É um cenário saudável para qualquer seleção em ano de Copa. Mas uma boa meia hora contra o Panamá também não deve virar termômetro definitivo de candidatura ao título mundial.

Há diferenças evidentes entre entrar descansado diante de um adversário já desgastado em amistoso e enfrentar seleções do calibre de França, Argentina, Inglaterra ou Espanha em mata-mata.

O próximo teste do Brasil

A Seleção terá mais uma oportunidade de ajustar peças antes da estreia na Copa. O último amistoso acontece no sábado (6), contra o Egito, às 19h (de Brasília), no Huntington Bank Field, em Cleveland.

Calendário do Brasil na Copa de 2026

  • Brasil x Marrocos – 13/06, às 19h – MetLife Stadium, Nova Jersey
    Brasil x Haiti – 19/06, às 21h30 – Philadelphia Stadium, Pensilvânia
    Brasil x Escócia – 24/06, às 19h – Hard Rock Stadium, Miami
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