Copa do Mundo 2026: torneio deve gerar receita recorde de US$ 13 bilhões à Fifa (Divulgação/Adidas)
Redatora
Publicado em 30 de abril de 2026 às 13h58.
A Fifa projeta que a Copa do Mundo de 2026 será a mais lucrativa da história do esporte, com receita estimada em cerca de US$ 13 bilhões no ciclo financeiro até a realização do torneio, segundo relatório da entidade analisado pelo jornal The Guardian.
Desse total, aproximadamente US$ 9 bilhões devem ser concentrados apenas em 2026, ano da competição, que será disputada de forma inédita em três países: Estados Unidos, México e Canadá. O valor coloca o Mundial acima de outros grandes eventos globais em termos de faturamento.
A venda de direitos de transmissão continua sendo a principal fonte de renda da entidade. Os contratos globais devem superar os registrados nas edições anteriores, impulsionados pelo aumento no número de partidas e pelo interesse crescente de mercados estratégicos, sobretudo na América do Norte e na Europa.
A ampliação do torneio, que passará de 32 para 48 seleções, elevou o total de jogos de 64 para 104. Esse aumento amplia significativamente o volume de conteúdo disponível para emissoras de TV e plataformas digitais, fortalecendo o valor comercial do evento.
Além disso, a Fifa passou a explorar novos formatos de distribuição, incluindo transmissões parciais e conteúdos exclusivos em redes sociais e plataformas online, em uma estratégia voltada à atração de públicos mais jovens.
Outra parcela relevante da receita vem da venda de ingressos e pacotes de hospitalidade, com estimativa de arrecadação próxima de US$ 3 bilhões. A forte demanda global permitiu à entidade adotar modelos de precificação dinâmica, em que os valores variam conforme a procura.
Para a final, prevista para o MetLife Stadium, nos Estados Unidos, ingressos chegaram a ser ofertados por mais de US$ 10 mil, embora também existam categorias com preços mais baixos.
Segundo a Fifa, o interesse do público é elevado: foram registrados mais de 500 milhões de pedidos para cerca de 7 milhões de ingressos disponíveis.
Os contratos comerciais e de patrocínio também devem alcançar um patamar histórico, com previsão de cerca de US$ 2,7 bilhões em receitas. Grandes marcas globais seguem entre os principais parceiros do torneio, refletindo o apelo comercial da Copa do Mundo e sua capacidade de alcançar audiências massivas em diferentes regiões.
A decisão de expandir o número de seleções é considerada um dos principais motores do crescimento financeiro do torneio.Além de aumentar o número de partidas, o novo formato amplia o alcance geográfico da competição, envolve mais países e gera maior engajamento de torcedores ao redor do mundo, o que impacta diretamente nas receitas de mídia, patrocínio e ingressos.
A Fifa afirma que pretende reinvestir a maior parte da arrecadação no desenvolvimento do futebol global. Do total previsto, cerca de US$ 11,67 bilhões devem ser destinados a programas esportivos, apoio a federações nacionais e confederações continentais, além da organização de competições.
A premiação do torneio também foi ampliada e deve alcançar cerca de US$ 871 milhões, com valores distribuídos entre as seleções participantes.
Apesar do faturamento recorde, o modelo financeiro da Copa segue sendo alvo de críticas. Cidades-sede e federações apontam desequilíbrios na distribuição das receitas. Enquanto a Fifa concentra ganhos com direitos comerciais, ingressos e patrocínios, governos locais assumem custos elevados relacionados à segurança, transporte e infraestrutura.
Além disso, o orçamento para a organização do torneio é bilionário, incluindo despesas operacionais e logísticas necessárias para a realização de um evento de grande escala em três países.