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Brasil e Portugal têm mais em comum do que o idioma nesta Copa do Mundo

Seleções viraram jogos nos 16 avos de final, contam com estrelas contestadas e técnicos estrangeiros no Mundial de 2026

CR7: jogador foi bastante contestado, mas agora vem respondendo dentro de campo ((Foto: Cole Burston / AFP))

CR7: jogador foi bastante contestado, mas agora vem respondendo dentro de campo ((Foto: Cole Burston / AFP))

Gabriella Brizotti
Gabriella Brizotti

Colaboradora

Publicado em 3 de julho de 2026 às 13h59.

Portugal e Brasil avançaram às oitavas de final da Copa do Mundo após viradas marcantes e chegam ao mata-mata com trajetórias semelhantes dentro e fora de campo.

As duas seleções, que compartilham o idioma e uma série de coincidências na competição, começam a ganhar força no momento decisivo do torneio e já alimentam o discurso de título.

Viradas que mudaram o cenário

Portugal teve dificuldades para superar a Croácia na última quinta-feira, 2, em Toronto. Perisic abriu o placar para os croatas, mas Cristiano Ronaldo e Gonçalo Ramos comandaram a reação portuguesa e garantiram a classificação para as oitavas de final. Agora, a equipe de Roberto Martínez terá pela frente a Espanha, na segunda-feira, 6, no Texas.

Já o Brasil também precisou reagir na segunda fase. Em Houston, Sano marcou para o Japão ainda no primeiro tempo, mas Casemiro e Gabriel Martinelli viraram o jogo na etapa final, garantindo a vitória por 2 a 1 e a vaga nas oitavas. O resultado reforçou a confiança da equipe no mata-mata.

“Sofrer um gol e continuar a acreditar muito… Usar os jogadores que estão no banco. É essa mentalidade que ajuda a ganhar jogos. Os jogos perfeitos nos Mundiais já não existem. A disciplina, a capacidade de ter talento, mas depois a capacidade de jogar com o coração”, disse Roberto Martínez após a classificação portuguesa.

Estrelas sob pressão e papéis redefinidos

Tanto Cristiano Ronaldo quanto Neymar vivem momentos parecidos em suas seleções. Apesar do status de ídolos globais e do enorme peso histórico, ambos enfrentam críticas de parte das torcidas e já não são unanimidade absoluta em seus países.

O cenário também se repete dentro de campo. Em Portugal, o time parece estruturado para potencializar CR7, que atua mais próximo do gol, cercado por jogadores como Bruno Fernandes, João Neves e Vitinha. O mesmo tipo de organização se observa no Brasil, que ajusta o sistema para aproveitar Neymar ao lado de Vini Jr, Raphinha e jogadores de chegada pelo meio.

Em ambos os casos, o coletivo se adapta às características das estrelas, que ainda carregam forte protagonismo, mas já dividem mais espaço do que em outras fases da carreira.

Técnicos estrangeiros e uma coincidência histórica

Outro ponto em comum entre as seleções é o comando estrangeiro. Portugal é liderado pelo espanhol Roberto Martínez, enquanto o Brasil vive, pela primeira vez em Copas do Mundo, um ciclo com um treinador estrangeiro, Carlo Ancelotti.

Apesar das diferenças de estilo, ambos utilizam estruturas táticas semelhantes e trabalham com forte valorização do equilíbrio entre experiência e intensidade. Historicamente, Portugal teve seus melhores resultados em Mundiais sob comando de técnicos estrangeiros, como Otto Glória e Luiz Felipe Scolari, com dois quartos lugares.

Caminho cruzado só na final

Portugal e Brasil estão em lados opostos da chave e, por isso, só podem se enfrentar em uma eventual final de Copa do Mundo.

A decisão está marcada para o dia 19, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, e, se depender do desempenho recente, os dois países chegam com motivos de sobra para acreditar em uma campanha até o fim.

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