Halloween: brincadeiras assustadoras podem exigir cuidados extras de pessoas com histórico de problemas cardiovasculares (Freepik)
Redatora
Publicado em 30 de outubro de 2026 às 17h14.
O Halloween (Dia das Bruxas), celebrado em 31 de outubro, é marcado por fantasias, histórias de terror e sustos. Mas o medo provocado por essas situações pode desencadear reações no organismo, sobretudo em pessoas com problemas cardíacos.
Isso acontece porque o susto ativa o sistema nervoso simpático, responsável por preparar o corpo para situações de alerta. Como resultado, a frequência cardíaca e a pressão arterial aumentam, enquanto os vasos sanguíneos se contraem.
Mohamed Gabr, cardiologista e eletrofisiologista do Baylor College of Medicine, nos Estados Unidos, explicou em comunicado que essas alterações costumam ser passageiras. Entretanto, determinados sintomas podem indicar a necessidade de atendimento médico.
Diante de uma situação assustadora, o organismo ativa uma resposta de alerta que provoca mudanças na circulação sanguínea. Entre os efeitos estão o aumento dos batimentos cardíacos, a elevação da pressão arterial e a contração dos vasos sanguíneos.
Em condições habituais, a frequência cardíaca aumenta durante o susto e retorna gradualmente aos níveis anteriores. Entretanto, quando os batimentos permanecem acelerados por um período prolongado, é necessário observar possíveis sinais de alteração no funcionamento do coração.
De acordo com Gabr, pessoas com arritmias cardíacas podem apresentar respostas anormais a esses estímulos.
Pessoas com histórico de doenças cardiovasculares precisam ter atenção especial a atividades que provoquem medo intenso ou aumentos repentinos de adrenalina.
O alerta inclui indivíduos com doença arterial coronariana, obstruções nas artérias e histórico de colocação de stents ou cirurgias cardíacas.Segundo o cardiologista, o aumento súbito da frequência cardíaca, associado à contração dos vasos sanguíneos, pode representar um risco para esses pacientes. Algumas arritmias também podem ser desencadeadas por situações de susto repentino.
Por isso, o especialista recomenda cautela ao participar de experiências assustadoras, como atrações de terror e outras atividades típicas da comemoração.
Embora a aceleração temporária dos batimentos seja uma resposta habitual ao medo, alguns sinais podem indicar problemas cardiovasculares. Entre os sintomas mencionados pelo especialista estão:
Segundo Gabr, pessoas que apresentarem tontura ou sensação de desmaio devem se sentar e avisar quem estiver por perto.
Desmaios, dor no peito, dificuldade para respirar ou palpitações persistentes exigem avaliação médica imediata, sobretudo em pessoas com doenças cardíacas conhecidas.Além dos sustos, o consumo de doces também merece atenção durante o Halloween. Segundo Gabr, comer algumas guloseimas ocasionalmente não representa, por si só, o principal problema. A preocupação está no consumo frequente e excessivo de açúcar.
Esse hábito pode contribuir para condições como obesidade, diabetes, hipertensãoe alterações nos níveis de colesterol, associadas ao aumento do risco cardiovascular.
O especialista destaca que alterações nas artérias podem começar ainda na infância, embora suas consequências frequentemente apareçam na vida adulta. Para reduzir o consumo excessivo, a recomendação é distribuir os doces por vários dias, em vez de consumi-los de uma só vez.
Outra orientação é oferecer as guloseimas após refeições equilibradas e manter frutas disponíveis como alternativa para os lanches. Dessa forma, é possível participar das comemorações sem deixar de lado os cuidados com a saúde cardiovascular.