Ciência

O que é a anomalia de Ebstein, doença da filha de Juliano Cazarré

Condição rara altera a posição e o funcionamento da válvula tricúspide e pode exigir acompanhamento e tratamento especializados

Anomalia de Ebstein: condição afeta a válvula tricúspide, localizada entre o átrio e o ventrículo direitos (Instagram/Reprodução)

Anomalia de Ebstein: condição afeta a válvula tricúspide, localizada entre o átrio e o ventrículo direitos (Instagram/Reprodução)

Publicado em 1 de setembro de 2026 às 19h24.

Priorizar nos meus resultados Google
Tudo sobreDoenças
Saiba mais

Maria Guilhermina, filha dos atores Letícia e Juliano Cazarré, convive com a anomalia de Ebstein, uma rara cardiopatia congênita. Aos 4 anos, a menina foi internada no Centro de Terapia Intensiva no último domingo, 30. Segundo a mãe, em publicação nas redes sociais, ela está estável, recebe suporte médico e passa por exames.

A condição está presente desde o nascimento e afeta uma das válvulas do coração. No caso de Maria Guilhermina, a doença já exigiu múltiplas cirurgias e procedimentos médicos desde 2022.

O que é a anomalia de Ebstein?

De acordo com Manual MSD, a anomalia de Ebstein ocorre quando a válvula tricúspide não se forma ou não se posiciona normalmente. Ela fica entre o átrio direito e o ventrículo direito e ajuda a controlar a passagem do sangue entre essas duas câmaras.

Na doença, a válvula costuma estar mais baixa do que deveria e pode não fechar corretamente. Com isso, parte do sangue pode retornar ao átrio direito em vez de seguir para os pulmões. Esse refluxo é chamado de regurgitação da válvula tricúspide.

A alteração também pode fazer o átrio direito aumentar e, em casos mais graves, comprometer o funcionamento do ventrículo direito. A intensidade da doença varia bastante entre os pacientes.

Como a doença afeta o coração?

O problema modifica o fluxo de sangue dentro do lado direito do coração. Dependendo da gravidade, isso pode reduzir a quantidade de sangue que chega aos pulmões para receber oxigênio.

A anomalia de Ebstein também pode aparecer junto com um defeito do septo atrial, uma abertura entre os dois átrios. Outra alteração possível é a permanência do forame oval, uma passagem existente normalmente antes do nascimento.

Quando essas alterações reduzem a oxigenação do sangue, podem surgir sinais como coloração azulada dos lábios ou da pele.

Quais são os sintomas da anomalia de Ebstein?

A apresentação varia conforme a gravidade. Alguns bebês têm poucos sintomas, enquanto outros apresentam manifestações logo após o nascimento.

Entre os possíveis sinais estão:

  • dificuldade para respirar;
  • cansaço;
  • dificuldade para ganhar peso;
  • batimentos cardíacos rápidos ou irregulares;
  • coloração azulada da pele, dos lábios ou das unhas.

A doença também pode provocar arritmias e insuficiência cardíaca.

Como a anomalia de Ebstein é diagnosticada?

A alteração pode ser identificada ainda durante a gestação. Quando existe suspeita, exames de imagem podem avaliar a estrutura e o funcionamento do coração do feto.

Após o nascimento, o diagnóstico pode envolver exames como o ecocardiograma, que permite observar a válvula tricúspide e o fluxo de sangue dentro do coração.

A avaliação também considera os sintomas e a gravidade das alterações cardíacas.

Como é feito o tratamento?

O tratamento depende da intensidade da doença e dos sintomas. Pessoas com alterações leves podem precisar apenas de acompanhamento médico periódico. Outros pacientes podem necessitar de medicamentos, procedimentos para controlar arritmias ou cirurgia.

Quando a válvula tricúspide apresenta alterações importantes e compromete o funcionamento do coração, uma das opções é a cirurgia para reparar a válvula. Em alguns casos, pode ser necessário substituí-la.

Entre as técnicas utilizadas está o procedimento do cone, que reconstrói a válvula com o próprio tecido cardíaco do paciente.

Acompanhe tudo sobre:Doenças

Mais de Ciência

Brasileiro faz 164 giros de cabeça para baixo e entra para o Guinness; veja vídeo

Deserto do Atacama amanhece coberto de neve após 'tempestade rara'; veja como ficou

Telescópio Swift da Nasa volta a operar — mas pode estar perto do fim

Nova vacina reduz mortes por melanoma, e cientista aposta: 'espero que esteja disponível a todos'