Ciência

Fumantes correm mais risco de vida com o coronavírus, mostra estudo

O motivo é o aumento na quantidade de enzimas que ajudam a covid-19 na infecção de células pulmonares

Cigarro: "Nunca houve um momento mais oportuno para deixar de fumar", diz pesquisadora que alerta sobre o risco do coronavírus para os fumantes (NurPhoto/Getty Images)

Cigarro: "Nunca houve um momento mais oportuno para deixar de fumar", diz pesquisadora que alerta sobre o risco do coronavírus para os fumantes (NurPhoto/Getty Images)

RL

Rodrigo Loureiro

Publicado em 9 de abril de 2020 às 18h52.

Última atualização em 9 de abril de 2020 às 19h47.

Um estudo realizado pela pesquisadora Janice Leung e publicado no European Respiratory Journal mostra que fumantes correm mais risco de vida pelo novo coronavírus.

"Nunca houve um momento tão oportuno para deixar de fumar e proteger sua saúde da covid-19", afirmou Laung, que é médica no Hospital St. Paul, em Vancouver, no Canadá, para a Bloomberg.

Segundo o estudo, fumantes e pessoas com doenças crônicas pulmonares provocam uma elevação na quantidade de enzimas ACE-2. Essas enzimas ajudam o vírus a infectar as células do pulmão. Doenças como obesidade, diabetes e pressão alta também podem contribuir para esse aumento.

Nas amostras retiradas do pulmão de 21 pacientes diagnosticados com doenças crônicas que obstruem os pulmões, os pesquisadores notaram semelhanças com os resultados obtidos em um grupo de fumantes.

Os resultados da pesquisa também levam em conta as mortes causadas pelo coronavírus na China. No país, a maior parte das vítimas era do sexo masculino e mais da metade dos homens eram fumantes. Em relação às mulheres, apenas 2% das vítimas fumavam.

As últimas notícias da pandemia do novo coronavírus

Acompanhe tudo sobre:CigarrosCoronavírus

Mais de Ciência

Dia do Amigo: relação é fundamental para a saúde mental, diz psicóloga

Álcool: quanto você pode beber e ainda assim ficar saudável?

Caverna na Lua poderia abrigar humanos; entenda

Crise climática pode impactar vida sexual dos insetos, diz estudo

Mais na Exame