Tufão: registro da ISS revela a dimensão de um ciclone tropical observado do espaço (@astro_anil via X/Reprodução)
Redatora
Publicado em 5 de agosto de 2026 às 20h51.
Um enorme ciclone tropical visto do espaço chamou a atenção após ser fotografado pelo astronauta Anil Menon, da Nasa, durante sua missão na Estação Espacial Internacional (ISS). Feita da órbita terrestre, a imagem revela a dimensão da tempestade sobre o Oceano Pacífico e oferece uma perspectiva rara de um dos fenômenos mais intensos da atmosfera.
O registro foi compartilhado pelo próprio astronauta nas redes sociais. Segundo Menon, a fotografia foi capturada com a câmera de um iPhone a partir da Cúpula da ISS, módulo equipado com sete janelas panorâmicas voltadas para a Terra e utilizado pelos tripulantes para observações e registros do planeta.
Embora o astronauta não tenha identificado oficialmente qual sistema aparece na imagem, o portal Space.com informa que a tempestade provavelmente é o Supertufão Golfinho, o quinto ciclone tropical a atingir a categoria 5 neste ano. Nos últimos dias, porém, o fenômeno perdeu intensidade, foi reclassificado para a categoria 3 e segue em deslocamento em direção à ilha japonesa de Okinawa.
Na fotografia, o ciclone aparece como uma gigantesca espiral de nuvens sobre as águas do Pacífico, evidenciando sua organização e escala quando observado do espaço.
De acordo com o site, esse tipo de registro permite visualizar a estrutura completa da tempestade, algo difícil de ser percebido por imagens obtidas a partir da superfície terrestre.
The Pacific Ocean this morning from the cupola with an iPhone pic.twitter.com/YNrjAvaPMH
— Anil Menon (@astro_anil) August 2, 2026
Além de revelar um fenômeno impressionante, a imagem mostra como equipamentos comuns passaram a integrar o cotidiano das missões espaciais.
Mesmo utilizando smartphones, astronautas conseguem produzir fotografias com alto nível de detalhes da Terra, da Lua e de outros corpos celestes. Durante a missão Artemis II, por exemplo, tripulantes da Nasa registraram imagens do espaço com iPhones, que também foram utilizados como suporte para atividades simples do dia a dia no espaço.
A Estação Espacial Internacional funciona como um laboratório científico em órbita da Terra, a aproximadamente 400 quilômetros de altitude. Com dimensões semelhantes às de um campo de futebol, ela completa uma volta ao planeta a cada 90 minutos, viajando a cerca de 28 mil km/h.
Desde 2000, a ISS recebe astronautas de diferentes países e serve como plataforma para pesquisas em áreas como medicina, biologia, física e tecnologia em condições de microgravidade.
Apesar de sua relevância para a ciência e para a exploração espacial, a estação se aproxima do fim de sua operação. A Nasa prevê desativá-la por volta de 2030, quando a estrutura deverá realizar uma reentrada controlada na atmosfera antes de cair em uma área remota do Oceano Pacífico.