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Roteiro da Flip para quem também viaja pela gastronomia

Entre debates e lançamentos, restaurantes, cafés e bares oferecem experiências que ajudam a descobrir outro lado de Paraty

Bar Atlântico: espaço serve como ponto de encontro em qualquer hora do dia, com menu do café da manhã ao almoço (Camilla Loreta/Divulgação)

Bar Atlântico: espaço serve como ponto de encontro em qualquer hora do dia, com menu do café da manhã ao almoço (Camilla Loreta/Divulgação)

Júlia Storch
Júlia Storch

Repórter de Casual

Publicado em 21 de julho de 2026 às 13h53.

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A partir de amanhã, 22, até 26 de julho, Paraty volta a se transformar em um dos principais pontos de encontro da literatura brasileira com a realização da 24ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP), que neste ano presta homenagem à poeta Orides Fontela, uma das vozes mais singulares e importantes da poesia nacional. Enquanto escritores, leitores e convidados ocupam as ruas de pedra do Centro Histórico em uma intensa programação de mesas, lançamentos e debates, a cidade também convida a pausas entre um evento e outro. Seja para um café, um almoço demorado, um drinque ao entardecer ou um encontro em torno dos livros, confira a programação especial que diferentes casas prepararam para receber os visitantes durante o festival.

Bar Atlântico

Bar Atlântico: programação musical diária durante o festival (Laís Acsa/Divulgação)

Instalado no charmoso jardim da loja Flávia Aranha, no centro histórico da cidade, o espaço serve como ponto de encontro em qualquer hora do dia, com menu do café da manhã ao almoço, passando pelo happy hour e pelos drinques ao cair da tarde, além de uma programação musical diária durante o festival. Entre as novidades do cardápio, estreia o Perequefish (R$ 48), sanduíche de peixe crocante servido no brioche de banana com molho tártaro e pancs, que presta homenagem a Luiz Perequê, importante nome da cultura caiçara nascido e criado em Paraty. O menu também ganha uma nova sobremesa, a Verrine de 3 Leches do Atlântico (R$ 28), com bolo de baunilha em leite, doce de leite e leite cremoso, também servidos em pote.

Após o sucesso da edição passada, o mezanino da loja recebe novamente a Casa da Sete Selos, espaço cultural independente que reúne editoras e parceiros em uma agenda de lançamentos de livros, leituras e encontros literários durante a FLIP.

Serviço: Jardim da Flávia Aranha - Rua Dona Geralda, 302 - Centro Histórico. Horário de funcionamento: de segunda a domingo, das 10h às 23h. Fecha às terças.

Quintal das Letras

Quintal das Letras: restaurante da Pousada Literária, valoriza ingredientes nativos e produtores locais (Divulgação/Divulgação)

Para quem busca uma experiência mais gastronômica entre uma mesa e outra, o Quintal das Letras, restaurante da Pousada Literária, valoriza ingredientes nativos e produtores locais. A casa opera durante a FLIP com um menu reduzido, mas mantendo alguns dos pratos mais queridos do público, como a moqueca de peixe, arroz com amêndoas e farofa de alho com urucum (R$ 157), e o arroz negro (R$ 117), com pupunha, creme de abóbora, cenouras orgânicas e crocante de castanhas, receitas que ajudam a contar, também pela gastronomia, as histórias e sabores da região. Ainda é possível encerrar a refeição com a Verrine O melhor banoffee, Fazenda Bananal (R$ 28), que reinventa a clássica torta de banana, doce de leite e creme batido.

Serviço: Rua Tenente Francisco Antônio, 362 – Centro Histórico de Paraty (Restaurante da @pousadaliteraria). Informações e Reservas: (24) 3371-2616. Funcionamento: Todos os dias, de 12h às 23h

Livraria das Marés

A Livraria das Marés, vizinha à Pousada Literária e um dos pontos de encontro mais charmosos da cidade durante a FLIP, preparou uma programação especial de mesas de conversa, lançamentos e sessões de autógrafos com autores convidados, que seguem a tradição da casa de reunir importantes vozes da literatura. Em edições anteriores, passaram por ali autores como Noemi Jaffe, Alice Ruiz e Humberto Werneck. Nos fundos da livraria, o café serve salgados, bolos e cafés do Empório DAQUI, tornando o espaço uma parada perfeita entre uma mesa e outra da programação do festival.

Serviço: Rua Tenente Francisco Antônio, 52. Funcionamento: todos os dias, das 10h às 22h. WhatsApp: ‪24 3371‑2296‬

Gastromar

Gastromar: inaugurado em 2017, está preparado para atender o público que chega por terra ou por mar (Divulgação/Divulgação)

Desde que desembarcou em Paraty, em 2008, para dar uma consultoria gastronômica, a chef paulistana Gisela Schmitt fez da cidade litorânea seu lar. Hoje, casada e com dois filhos, está à frente do restaurante Gastromar, na marina Porto Imperial, e de outros inúmeros projetos – história que foi retratada no livro “Para Ti Sem Pressa: O Navegar da Cozinha de Gisela Schmitt e o Gastromar” (Editora WMF Martins Fontes), escrito pela chef empreendedora em parceria com a advogada Susete Gomes e publicado em 2025.

Com 70 lugares distribuídos entre o terraço e os salões internos, o Gastromar, inaugurado em 2017, está preparado para atender o público que chega por terra ou por mar. Instalado sobre ladrilhos hidráulicos com decoração náutica e louças feitas sob encomenda, o restaurante tem vista para a marina e uma playlist que combina Nina Simone com Chico Buarque, Beth Carvalho e Grace Jones.

A casa começa o serviço ainda pela manhã, com um menu de café da manhã com opções como panquecas, tapiocas, tostadas e pães de fermentação natural, com destaque para o Café Imperial, composto por ovos mexidos cremosos, pães e ricota caseiros, manteiga com flor de sal, frios, frutas, iogurte, granola e brownie (R$ 84 para uma pessoa ou R$ 136 para duas), bem como os mini sanduíches de atum defumado na casa (R$ 36).

Disponíveis ao longo de todo o dia, para o almoço ou jantar, estão pratos que já se tornaram clássicos da casa, como o camarão Gigin (R$ 188), com o crustáceo flambado no gim, servido com arroz puxado no molho, castanha-do-Pará, mandioca palha e picles de maxixe; e o Yemanjá, composto por peixe grelhado inteiro, frutos do mar frescos, banana grelhada, taioba da horta e purê de batata com vôngole (R$ 386), pensado para compartilhar.

O menu também pode passar por alterações a cada estação, levando em consideração a sazonalidade dos ingredientes e os períodos de defeso. Caso do Ika (R$ 152), feito com lula caiçara rapidamente grelhada com edamame sobre arroz negro com coco, creme de ervilhas e alho-poró crocante; e do tagliolini preparado com molho cremoso com guanciale Curiango, ovas de três variedades de peixe e gema curada (R$ 188).

Das entradas, destaque para o Siriquete (R$ 92), bolinho assado de siri de Mamanguá em crosta de migas e maionese caseira picante, e o Curado Caiçara (R$ 132), blinis de tapioca com prejereba curada na cachaça e beterraba, creme azedo, conservas da casa e tobiko. Todos criados a partir da rede de fornecedores desenvolvida localmente pela chef, incluindo pequenos produtores de ingredientes orgânicos e pescadores artesanais treinados pelo Instituto A.MAR na técnica do ikejime.

Em homenagem à Festa Literária de Paraty (Flip), a carta de coquetéis tem autorais batizados com o nome de grandes autores. O Hilda Hirst (R$ 58), por exemplo, leva compota artesanal de cambuci, enquanto o Ramazitti Rosato é preparado com gin Amazzoni e espumante brut. Destaque ainda para o refrescante Drummond de Andrade, feito com calda de manga, maracujá e mel, vodca e espuma de gengibre (R$ 55).

A oferta de bebidas se estende para a carta de vinhos composta quase 100% por rótulos nacionais cuidadosamente selecionados por Gisela, incluindo uma linha própria produzida pela premiada vinícola gaúcha Pizzato.

Com traslado marítimo gratuito do centro histórico de Paraty (mediante reserva), o Gastromar é um dos pontos mais charmosos e disputados da região. Seja para fazer uma refeição, organizar uma festa privada ou simplesmente tomar um drinque no fim de tarde. Desde 2021, o restaurante é também palco de uma das festas mais disputadas da região, o Réveillon dos Ansiosos, realizada sempre no dia 29 de dezembro.

“Ter um restaurante nunca esteve na minha rota. Nunca foi um plano. Mas foi um movimento natural após o Sem Pressa”, diz a chef, referindo-se à traineira de 50 pés onde, desde 2014, oferece uma experiência gastronômica sobre as ondas.

Serviço: BR101, Km 578,5 - Marina Porto Imperial, Paraty (RJ). Horário de funcionamento: Baixa temporada: quarta e quinta-feira, das 12h às 22h. Sexta a domingo, das 8h30 às 22h. Alta temporada e feriados: segunda a domingo, das 8h30 às 22h. Reservas: (24) 99844-3788 ou pelo site http://www.gastromarparaty.com

DAQUI Empório & Café

Empório Daqui: bolo chocolatudo criado pela chef executiva do grupo, Fernanda Valdivia (Divulgação/Divulgação)

Ponto de parada para cafés, doces e pequenas pausas ao longo do dia, o DAQUI entra no clima da FLIP com uma sobremesa criada especialmente para o festival pela chef consultora Fernanda Valdivia. A novidade é a Verrine Chocolatudo (R$ 28), com bolo de chocolate, ganache de chocolate e pasta de páprica, versão do famoso bolo criado pela chef executiva do grupo, Fernanda Valdivia, para o DAQUI.

Serviço: Rua Tenente Francisco Antônio, 84. Centro Histórico – Paraty/RJ. Horário de funcionamento regular: terça a sábado, das 12h às 20h; domingo, das 10h às 19h. Horário especial de funcionamento durante a FLIP: de quarta a domingo, das 09h às 21h.

Roteiro para descobrir Paraty o ano inteiro

Para quem deseja explorar a cidade para além da programação oficial do festival, o Grupo OCanto também lança durante a FLIP 2026 um mapa-curadoria distribuído em todas as suas operações. O material reúne sugestões de restaurantes, cafés, bares, atrações culturais e experiências que ajudam a descobrir diferentes camadas de Paraty, combinando gastronomia, patrimônio histórico, natureza e produção local.

Rua do Comércio (Atual Rua Tenente Francisco Antônio) — É o coração do comércio de Paraty. Mistura de lojas, artesanato e muita arte local.

Igreja de Santa Rita (Largo de Santa Rita) — Construída no século XVIII, a igreja é uma das principais construções da cidade e um dos pontos mais fotogênicos.

Museu de Arte Sacra de Paraty (Largo de Santa Rita) — Situado na Igreja de Santa Rita, o museu exibe uma coleção preciosa de arte sacra, incluindo peças dos séculos XVII e XVIII.

SESC Santa Rita (Dona Geralda, 320 - Centro Histórico) — Polo de arte e cultura com uma série de atividades, como oficinas e exposições.

Flavia Aranha (Rua Dona Geralda, 302 - Centro Histórico) — Moda sustentável e artesanal que utiliza fios compostos de histórias, caminhos e afetividade.

Casa da Cultura de Paraty (Rua Dona Geralda, 194) — Centro das expressões artísticas de Paraty, com exposições e eventos culturais que narram a história da cidade.

Praça da Matriz — endereço de grandes eventos sobre boemia, carnaval, religião, música, arte e literatura. Abriga a Igreja de Nossa Senhora dos Remédios, famosa pela Festa do Divino e sua arquitetura imponente com retábulos do século XVIII e XIX.

Rua do Fogo — considerada por muitos como o endereço mais bonito da cidade (em qualquer horário).

Fazenda Bananal: espaço de vivência na Mata Atlântica conservada, com gastronomia do campo para a mesa e experiências de imersão na natureza (Divulgação/Divulgação)

Além do centro histórico

Fazenda Bananal — Espaço de vivência na Mata Atlântica conservada, com gastronomia do campo para a mesa e experiências de imersão na natureza.

Praias (Estrada da Pedra Branca) — Trindade, Praia do Sono, São Gonçalo, São Gonçalinho (Ilha do Pelado) e Paraty Mirim.

Cachoeiras (Estrada Parque Paraty-Cunha) — Cachoeira do Tobogã, Poço do Tarzan, Cachoeira da Pedra Branca, Cachoeira das Galhetas e Cachoeira do Saco Bravo.

Quilombo do Campinho (Estrada Rio-Santos) — O primeiro quilombo reconhecido no Rio de Janeiro

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