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Dirigimos o EX60, Volvo que promete virar o jogo entre os SUVs elétricos

Utilitário esportivo de porte médio chega ao Brasil no fim do ano para estabelecer novos padrões de autonomia e luxo interior

Volvo EX60: o modelo que vai revolucionar o mercado (Divulgação)

Volvo EX60: o modelo que vai revolucionar o mercado (Divulgação)

Rodrigo Mora
Rodrigo Mora

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Publicado em 20 de maio de 2026 às 10h00.

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De tempos em tempos, a Volvo lança um carro que muda os rumos da sua história. Em janeiro de 2002, a marca sueca surpreendeu o mundo automotivo ao revelar seu primeiro SUV, em pleno Salão de Detroit, nos Estados Unidos, a terra dos utilitários esportivos.

Primeiro modelo do tipo na prateleira da Volvo, o XC90 tinha sete lugares, motores de cinco, seis e oito cilindros e uma série de equipamentos avançados ou até mesmo inéditos para a época, como sistema frontal para minimizar impactos e ferimentos em pedestres e um dispositivo que detectava e reduzia o risco de capotamento.

Mais de duas décadas depois, a Volvo lança outro carro digno de destaque na sua trajetória de quase 100 anos: o EX60, seu primeiro SUV médio totalmente elétrico.

Para começar, o EX60 é o primeiro Volvo nascido da terceira geração da plataforma SPA, a Scalable Platform Architecture 3. Isso significa ser um carro definido por software, o que consiste em um único computador controlando todo o carro, desde pensar, processar e agir. A promessa é melhorar ao longo da vida com atualizações “over-the-air”.

O que nos leva ao assistente de IA Google Gemini, que devolve à maioria das perguntas uma oferta de respostas e demais articulações assustadoras para um robô. Há também o essencial recurso de saber quanto haverá de energia na chegada ao destino e o necessário para voltar à origem.

Segurança em primeiro lugar

Algumas das invenções da Volvo nesta nova era do automóvel são muito interessantes. Como o tal do Safe Space, uma mágica que analisa dados dos sensores internos e externos do veículo — incluindo velocidade e direção da colisão, tamanho do ocupante, formato do corpo e posição do assento — para aplicar a força mais adequada na retenção do cinto de segurança.

Considerado um “game changer” pela própria marca, o EX60 tem como principal cartão de visitas seus poderosos patamares de autonomia para um SUV totalmente elétrico.

Equipado com uma bateria de 800V, o EX60 alcança ótimos 611 quilômetros de autonomia já na versão de entrada, P6, de 48,9 quilograma-força metro de torque e tração traseira. E chega a excelentes 810 km de autonomia na topo de linha P12, de 80,5 kgfm de torque e tração integral.

A primeira confirmada para o Brasil — que Casual EXAME avaliou em primeira mão durante o lançamento global do EX60, em Barcelona (Espanha) — é a P10, de 660 km de autonomia e 72,4 kgfm de torque. Produzido na planta de Torslanda, em Gotemburgo (Suécia), o SUV chega nas configurações Core, Plus e Ultra.

Impressões do EX60

Em meio ao caos da superexposição chinesa, a cabine do Volvo EX60 é a reorganização dos novos padrões de luxo, sofisticação e funcionalidade.

A seleção dos materiais de acabamento — cujo protagonista é o Nórdico, uma alternativa ao couro feita de 30% de lã e 70% de poliéster reciclado — entorpece, enquanto a posição de guiar equivale ao abraço de um amigo, convidando para a diversão.

A combinação do volante ovalado com o painel de instrumentos de 11,4 polegadas e o porta-luvas central é um sopro de esperança em meio a tantos interiores genéricos da atualidade. A central multimídia, exibida numa tela de 15 polegadas ligeiramente convexa, acerta na funcionalidade, com comandos de uso frequente (como comandos do ar-condicionado e dos espelhos retrovisores) facilmente acessados por atalhos.

A natureza da propulsão elétrica ainda não lhe permite igualar-se à térmica em quesitos como identidade sonora, textura e temperatura ao volante — elementos essenciais do prazer ao volante —, mas o EX60 entrega alguma cócega na condução através de uma direção e um conjunto motriz sempre afiados na movimentação do SUV pelo balé cada vez mais frenético das ruas e estradas.

Tudo isso fora o espaço interno: com 4,80 metros de comprimento, 1,90 m de largura e 1,63 m de altura, o EX60 oferece 2,97 m de entre-eixos e 634 litros de no porta-malas. Em comparação, o BMW iX3 (outro “game changer”, diga-se) tem 4,78 m de comprimento, 1,89 m de largura, 1,63 m de altura e 2,90 m de entre-eixos, além de um porta-malas de 520 litros.

No exterior, outra prova da superioridade ainda vigente das marcas tradicionais, com um blend comovente de futurismo e elegância, traçados em ângulos retos e empacotados pela identidade sueca, sempre mais fria.

A chegada do EX60 no mercado brasileiro está prevista para novembro. Na versão P10, o SUV médio elétrico da Volvo deverá custar entre 20% e 30% a mais do que sua contraparte híbrida, o XC60, que atualmente parte de R$ 459.950.

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